Franquia de croissant recheado fatura R$ 110 mi com receita de família

Larissa Coldibeli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

São mais de 40 tipos de recheio, como chocolate com morangos ou filé mignon e queijo cheddar, mas o motivo do sucesso está na massa, preparada com uma receita secreta de família, segundo Eduardo Silva, sócio da rede Croasonho.

Com 72 lojas em 16 Estados, a empresa espera faturar R$ 110 milhões em 2016 com o quitute de origem francesa. A meta é dobrar o faturamento até 2020, chegando a R$ 220 milhões, com lojas de rua e de shopping.

De licenciamento a franquia

O casal André Hanquet e Regina Severo começou a vender os croissants recheados em 1997, em Atlântida (RS). O produto ganhou fama na região e também uma marca: os clientes diziam que era "o croissant dos sonhos", daí o nome Croasonho, contam os donos. 

Até 2009, a empresa cresceu por meio de licenciamento de marca e chegou a ter quatro unidades na região Sul do país. O crescimento nacional veio com a dupla Eduardo Silva e Gustavo Susin: eles viraram sócios do casal fundador para lançar o projeto de franquias.

"Inicialmente, abrimos uma loja por meio de licenciamento em Caxias do Sul (RS), mas não havia um padrão. O resultado superou as expectativas. Esperávamos vender 4.000 croissants no primeiro mês e vendemos 12 mil. O ponto era perto de dois hotéis da cidade, e gente de todo o país pedia a franquia. Vimos uma oportunidade", diz Silva.

Veja abaixo os dados da franquia, fornecidos pela empresa:

  • investimento inicial: a partir de R$ 505 mil, com custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro;
  • faturamento médio mensal: R$ 150 mil;
  • lucro médio mensal: 15% (R$ 22,5 mil);
  • prazo de retorno do investimento: a partir de 24 meses.

Produz 450 mil croissants por mês

Atualmente, a empresa produz 450 mil croissants por mês em duas fábricas: uma em Caxias do Sul e outra em Porto Alegre, administrada pelo casal fundador. A receita ainda é a mesma e os croissants são fechados manualmente, um a um, segundo Silva. O produto vai cru e congelado para as franquias, onde é assado e recebe as mais de 40 opções de recheio.

Além dos croissants, também há no cardápio saladas e pratos executivos. O valor médio gasto por cliente varia de R$ 29 a R$ 40.

"Quando criamos a franquia, não havia referência de negócio do tipo. A inspiração veio de fast foods, hamburguerias e padarias. Ninguém saía de casa para comer croissant, mas conseguimos criar este hábito no consumidor", afirma Silva.

Especialização exige qualidade, diz consultor

Para Luis Stockler, consultor da BaStockler especializado em franquias, qualquer negócio centrado em um único produto precisa ter muita qualidade. "Fazer lanche no croissant não é mais diferencial. Isso as padarias também fazem. Tem que ter variedade de recheios e apresentações."

A empresa acerta nesse quesito, segundo ele. "A vantagem é que o cardápio é flexível, consegue se adaptar facilmente ao gosto do cliente."

O desafio está em manter a criatividade. "Tem que ter uma estratégia de evolução constante. Lançar novos produtos, oferecer variedade, fazer ofertas, fornecer para eventos", declara o consultor.

Onde encontrar:

Croasonho: www.croasonho.com.br

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