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Após problema cardíaco aos 22, abriu academia para quem não gosta de malhar

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Quando era gerente de operações de uma transportadora, o empresário Bruno Barros, 28, dormia apenas 4 horas por dia por causa do trabalho. A rotina estafante e a falta de atividade física resultaram em uma arritmia cardíaca, aos 22 anos.

Por orientação médica, ele resolveu deixar o emprego e começou a praticar jiu jitsu, por não gostar de frequentar as academia tradicionais, com esteira e aparelho de musculação.

Barros acabou comprando a parte de um dos donos da academia de jiu jitsu, mas a parceria não deu certo. Ele rompeu a sociedade e, em agosto do ano passado, criou a sua própria academia, a Noxii Live Center, em Joinville (SC), com foco nas pessoas que não gostam de malhar, mas que querem fazer uma atividade física. O investimento foi de R$ 120 mil.

"A nossa academia não tem aparelhos de musculação, esteiras nem som alto. As paredes são brancas e não têm espelhos para dar a sensação de um local que cuida da saúde dos frequentadores. Nós queremos atrair as pessoas que valorizam a saúde e não aquelas que buscam o corpo perfeito."

Há aulas (mistas ou individuais) para crianças, mulheres e homens como treinos funcionais, alongamento, pilates e artes marciais como jiu-jitsu e muay thai. No caso das aulas marciais, não há luta entre os alunos. O treinamento é feito com sacos de bater, manoplas e aparadores.

"Algumas pessoas não se sentem confortáveis ao bater em outras pessoas, mas querem ganhar o condicionamento que essas lutas proporcionam. Por isso limitamos o treino aos exercícios. "

Ele afirma que há famílias inteiras matriculadas na academia. O plano mais vendido é o live family (para a família). A mensalidade é de R$ 147 por pessoa. Há, também, o plano friends (para amigos), que sai R$ 156 por mês para cada aluno, e o single (individual), que custa R$ 168. A matrícula é de R$ 96.

A academia, que tem 250 alunos ativos e recebe a média de 48 novas matrículas por mês, segundo Barros, vem faturando cerca de R$ 30 mil por mês. O lucro não foi revelado. "Vamos aumentar o leque de atuação para elevarmos o faturamento mensal e garantirmos um bom resultado o ano todo." 

Crianças precisam ir bem na escolar para mudar de faixa

O empresário diz que, para auxiliar os pais que querem praticar atividade física, mas não têm com quem deixar os filhos, a academia oferece um espaço kids com monitor para elas ficarem durante o período que estão na aula. "Se a criança não quer fazer a atividade, ela pode ficar brincando no espaço."

As crianças que praticam jiu jitsu ou judô, por exemplo, só mudam de faixa se tiverem um bom desempenho na escola ou em casa.

"Antes de receberem a graduação das faixas da arte marcial, elas são avaliadas pelas cores azul (desempenho escolar), verde (se está comendo verduras e legumes) e preto (se estão respeitando os pais). Os pais nos falam qual aspecto elas precisam melhorar. É uma forma de ajudá-los na educação dos filhos."

Terá franquia, mas fatura menos que metade do previsto

O empresário diz que começará a comercializar franquia a partir do mês que vem, durante a ABF Expo Franchising, que será realizada de 21 a 24 de junho, em São Paulo. Veja os dados, fornecidos pela empresa, para abrir uma unidade da academia:

  • Investimento inicial - a partir de R$ 140 mil (inclui capital de giro, custo de instalação e capital de giro)
  • Faturamento médio mensal - R$ 70 mil
  • Lucro médio mensal - R$ 28 mil (40% do valor do faturamento)
  • Retorno do investimento - 17 meses

Barros reconhece que a sua unidade própria ainda não alcançou nem metade do faturamento mensal de R$ 70 mil, como projeta para as franquias. No entanto, ele afirma que esse montante será atingido com a inclusão de novos serviços como ginástica laboral nas empresas e aulas de judô e de patinação nas escolas.

É muito cedo para abrir franquia, diz especialista

Para Thiago Bueno Ferraz, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), academias que oferecem serviços diferenciados e com foco em públicos específicos estão em alta. "O mercado percebeu que há demanda para atuar em segmentos pouco explorados."

O especialista afirma, no entanto, que quem deseja abrir uma franquia da empresa precisa avaliar os números, já que o negócio não tem nem um ano. O período recomendável para ter franquias é a partir de dois anos. 

Ele alerta, também, para o fato de ela não conseguir o faturamento estimado na unidade própria. "As primeiras unidades serão usadas como teste, o que pode não ser um negócio muito vantajoso para o empreendedor. Para compensar, ele pode barganhar uma redução do investimento, por exemplo."

Onde encontrar:

Noxii Live Center  - https://www.facebook.com/noxiilivecenter/
 

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