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Ele fazia massagem em pés e hoje fatura R$ 79 mi com rede de intercâmbio

Márcia Rodrigues

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Marcelo Cansini é dono da World Study, que oferece intercâmbio e trabalho no exterior

    Marcelo Cansini é dono da World Study, que oferece intercâmbio e trabalho no exterior

Depois de voltar de um intercâmbio para o Canadá, em 1987, Marcelo Cansini, 48, começou a ser consultado por amigos e conhecidos que queriam estudar ou trabalhar fora do Brasil. Resolveu fazer dessa iniciativa um negócio e passou a cobrar pelo serviço.

A renda era pouco, então fez um curso de reflexologia (massagens nos pés e nas mãos) para fazer massagens e complementar a renda. Com os dois trabalhos, ganhava, em média, R$ 1.000 por mês.

A dupla jornada durou cinco anos até que, em 1998, abriu a primeira unidade da empresa de intercâmbio World Study, em Curitiba (PR). No ano passado, a rede faturou R$ 79 milhões. O lucro não foi divulgado.

Negócio começou em uma sala emprestada

Sem dinheiro para começar a sua vida empreendedora, fechou acordo com uma agência de viagem, em 1993, para fazer os atendimentos em uma sala disponível no local e, em troca, todo cliente que ele assessorasse viajaria pela agência.

Lá ele não pagava aluguel, trabalhava como consultor autônomo e dividia o seu tempo entre as negociações de intercâmbios e as sessões de massagem. Ele disse que fazia, em média, 10 atendimentos como consultor por mês e cobrava o que seria hoje R$ 50 pelo serviço. O mesmo valor era cobrado pelas sessões de massagem (cinco a 11 atendimentos por mês). 

Quando conseguiu abrir a sua primeira sala independente para tocar seu negócio de intercâmbio, em 1998, Cansini deixou de trabalhar como massagista.

Segundo ele, o investimento para iniciar o negócio foi de US$ 500 (equivalente a R$ 1.597 na cotação de 14/7). Em 2000 ele transformou a empresa em franquia.

Franquia custa a partir de R$ 50 mil

Atualmente, a rede tem 42 unidades no Brasil (nos Estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Distrito Federal) e cinco no exterior (Irlanda, Estados Unidos, México e duas na Austrália). Ao todo as franquias têm 300 funcionários.

Confira os dados, fornecidos pela rede, para abrir uma unidade:

  • Investimento inicial: de R$ 60 mil a R$ 200 mil (valor inclui taxa de franquia, custo de instalação e capital de giro)
  • Faturamento médio mensal: de R$ 50 mil a R$ 650 mil
  • Lucro médio mensal: De R$ 5.000 a R$ 65 mil
  • Prazo de retorno do investimento: a partir de 18 meses

Cansini estima que a rede atinja um faturamento na ordem de R$ 87 milhões este ano e chegue a 49 unidades até dezembro.

Serviço mais barato custa US$ 790

Há opções de intercâmbios para apenas estudar outro idioma ou para trabalhar e estudar. Para os adolescentes, existe ainda o intercâmbio para cursar um ano do ensino médio no exterior. Segundo o empresário, há opções de serviços para adolescentes, universitários, profissionais e idosos.

O serviço mais barato é para trabalhar como babá, nos Estados Unidos, com remuneração. Custa US$ 790 dólares (R$ 2.523), com passagem aérea e curso de inglês de um ano.

O mais caro é cursar um ano do ensino médio na Suíça, que sai a partir de 80 mil euros (equivalente a R$ 292,83 mil na cotação de 14/7) no total.

O curso de línguas de um ou dois meses no exterior é o mais vendido e custa a partir de US$ 1.500 (equivalente a R$ 4.790 na cotação de 14/7) por mês. A rede não oferece cursos de idioma no Brasil.

Educação fora do país está em alta

Para Fabio Costa de Souza, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), serviços de educação e trabalho fora do país estão em alta. "Com a situação econômica do país, muitas pessoas estão buscando oportunidade no exterior, o que aumenta a atuação de quem oferece este tipo de serviço."

Souza afirma, no entanto, que o negócio oferece riscos que não podem ser controlados, como a variação do câmbio, por exemplo. "Quando o dólar fica muito alto, as pessoas desistem de fazer intercâmbio ou diminuem o prazo que ficaram estudando. E isso impacta diretamente na receita da empresa."

Oferecer cursos de idioma dentro do Brasil é uma forma de não depender 100% do ânimo cambial para gerir o seu negócio, segundo o especialista.

Onde encontrar:

World Study - https://www.worldstudy.com.br/

Saiba como se preparar para um intercâmbio

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