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Restaurante japonês funciona em réplica de ponto de ônibus e contêiner

Lucas Gabriel Marins

Colaboração para o UOL, em Curitiba

Há dois anos, o empresário Marcel Chorobinski, 43, saiu de um dos principais shoppings de Curitiba (PR), parou na frente de um tubo (nome dado aos pontos de ônibus da cidade) e pensou: por que não lançar um restaurante dentro de uma estrutura como essa? Assim nasceu o Notubo, que funciona em uma réplica de estação de transporte público e em um contêiner.

Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo
Tubo de Curitiba é inspiração para restaurante Notubo

Chorobisnki diz ter investido R$ 130 mil na empreitada, inaugurada em dezembro de 2016. Ele não revela faturamento médio mensal nem lucro da empresa.

"Coloquei um contêiner em parte da estrutura porque é fácil de ser removido, caso você queira amanhã ou depois mudar de local", diz o proprietário.

O restaurante é um fast food de comida japonesa que faz referências a Curitiba. Algumas opções do cardápio têm nomes de linhas de ônibus da capital paranaense, como Convencional, Interbairros e Expresso Ligeirão.

O prato Notubo Convencional vem com 11 sushis e niguiris no total, custa R$ 22 e é o mais pedido. Em segundo lugar, vem o Notubo Ligeirinho, com um temaki e três opções de niguiri. O preço também é R$ 22.

No cardápio, ainda há opções de entradas (de R$ 8 a R$ 34); pratos quentes (de R$ 19 a R$ 29); temakis (de R$ 15,90 a R$ 22); combinados (de R$ 27 a R$ 99) e sushis, niguiris e sashimis (de R$ 10 a R$ 33), com opções de quatro, oito e 12 unidades.

Embalagens remetem a pontos turísticos da cidade

Os pedidos no Notubo são feitos no balcão. Há espaço para 50 pessoas, contando com as mesas colocadas do lado de fora. O restaurante também faz entregas em domicílio.

Os pratos são servidos em caixinhas de papelão com imagens dos pontos turísticos de Curitiba, como o Jardim Botânico e a Ópera de Arame. Chorobinski diz que escolheu o material, de fácil manuseio, para agilizar o atendimento.

A iniciativa, no entanto, não agradou muito os fregueses, que fizeram críticas nas redes sociais do restaurante. "Eles falaram que a comida e o preço são bons, mas o atendimento é ruim, pois servimos a comida em uma caixa de papelão. Acredito que o público precisa de tempo para se acostumar com novidades", relata Chorobinski.

O empresário diz que planeja expandir o negócio com franquias em 2018, para que exista um Notubo em cada bairro da capital paranaense, assim como funcionam os tubos do transporte público.

Minha ideia é que cada um seja uma espécie de estação de fast food, onde as pessoas possam passar e pegar a comida

Empresário deve ficar atento às demandas dos clientes

Para Arthur Igreja, professor da FGV-RJ, o Notubo acertou ao fazer referências à capital do Paraná. "Isso cria uma conexão cultural muito forte com as pessoas que moram na cidade e é uma das estratégias mais poderosas do marketing", diz.

Ele diz que, para crescer, o negócio precisa atender aos pedidos dos clientes. "Percebemos que as empresas que mais evoluem são aquelas que estão absolutamente voltadas aos desejos dos consumidores", afirma.

Onde encontrar:

Notubo - http://www.notubo.com.br/

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