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Ela vendeu o carro do namorado, loja de roupa desabou e hoje fatura R$ 1 mi

Carol Delmondes, fundadora da Chic Mariah, marca de roupas femininas - Divulgação
Carol Delmondes, fundadora da Chic Mariah, marca de roupas femininas Imagem: Divulgação

Marcela Schiavon

Colaboração para o UOL, de Santo André, SP

09/04/2023 04h00

Carol Delmondes, 28, investiu R$ 400 para comprar blusas para revender. Para criar sua própria marca de roupas, o namorado vendeu o carro para ajudar no investimento na confecção. Sua primeira loja foi destruída por um prédio vizinho que desabou. Em 2022, após sete anos empreendendo, a jovem faturou mais de R$ 1 milhão com a Chic Mariah, marca de roupas femininas.

Precisava de renda na faculdade

A jovem nasceu em uma cidade com cerca de 45 mil habitantes chamada Xinguara, no Pará. Em 2012, deixou a cidade natal para estudar em Goiânia. Alguns anos depois, começou o curso de Direito.

Precisou buscar uma fonte de renda extra. Ela fazia estágio em direito e começou a vender roupas para completar o orçamento.

A marca Chic Mariah foi criada no final de 2015. Na época, Carol gastou R$ 400 em blusas e começou a revender os produtos nas redes sociais.

De revenda, a Chic Mariah virou uma marca de roupas. Ela comprava peças prontas para revender. Mas, quando voltava às lojas, muitas vezes não encontrava mais os modelos que as clientes tinham pedido. Para não frustrar suas clientes, começou a fabricar as próprias blusas em 2016.

Namorado vendeu carro para investir. Depois de investir os primeiros R$ 400 em blusas, a empreendedora afirma que investiu mais R$ 7.000, após a venda do carro do seu namorado, para criar a própria confecção. O carro era um New Fiesta 2014, vendido por R$ 40 mil.

Sua mãe emprestou R$ 20 mil para comprar tecidos.

Desistiu da faculdade de direito. Segundo Carol, ela precisou trancar a faculdade de Direito no 7º período porque não estava conseguindo conciliar a loja e os estudos. Além disso, ela acredita que nasceu para empreender e não se arrepende disso.

Loja foi destruída por desabamento

Entre os desafios enfrentados, estava a locomoção. A jovem não tinha carro nem tempo, já que começou a empreender enquanto estudava.

Também sofreu para precificar as peças. Ela diz que, no início, não entendia muito de costura e não sabia definir um preço do próprio trabalho.

Em 2018, nasceu a primeira loja em Goiânia. Houve problemas como rachaduras, poeira e barulho. Ao lado da loja conceito, uma construtora comprou um terreno e começou a fazer um prédio de alto padrão. Conforme o prédio foi subindo, os transtornos foram aumentando.

Loja chegou a ser destruída por um desabamento. "Perdi tudo. Tudo ficou embaixo da laje que caiu. A loja tinha seguro, mas como isso foi provocado por terceiros, eles que teriam que arcar com o prejuízo, mas não me pagaram", afirma.

Depois de um tempo, a jovem conseguiu outro ponto de venda. Em 2022, o WhatsApp da loja foi hackeado e o prejuízo foi de R$ 8.000 em 24 horas. Depois disso, houve mudanças no sistema de segurança online.

O futuro da empresa

Hoje sua confecção é feita de forma terceirizada. Ela conta com quatro funcionários diretos. Indiretamente, trabalham para a marca, 20 costureiras, três cortadores e três pessoas no acabamento de suas peças.

Os planos para 2023 são lançar uma minicoleção por mês. Ela também quer investir mais nas redes sociais e busca parcerias com influenciadoras. Outro objetivo é o treinamento de vendas online para revendedoras. Prevê faturar R$ 2,8 milhões.

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Errata: este conteúdo foi atualizado
Diferentemente do informado, o município Xinguara fica no Pará, e não no Paraná. O texto foi corrigido.