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Dólar para turistas já é vendido por até R$ 3,21 em casas de câmbio de SP

Sophia Camargo

Do UOL, em São Paulo

11/02/2015 12h16

Quem vai viajar para o exterior ou quer comprar dólares para deixar em casa já paga mais de R$ 3,00 em casas de câmbio em São Paulo. Os valores vão de R$ 3,01 (em dinheiro vivo) a R$ 3,21 (no cartão pré-pago).

O UOL pesquisou a cotação em quatro casas de câmbio em São Paulo por volta das 10h desta quarta-feira (11). O resultado mostra que todas as casas já cobravam acima dos R$ 3,00 para a venda de dólar turismo para quem for viajar ao exterior.

O aviso dos atendentes era sempre o mesmo: “É melhor fechar logo a compra porque o dólar está subindo sem parar.”

Cotações encontradas

Veja as cotações encontradas pelo UOL, já incluído o IOF de 0,38% para dinheiro vivo e de 6,38% para cartão de débito (os valores variam durante o dia):

  • AGK Corretora: R$ 3,01 (dinheiro) e R$ 3,14 (cartão pré-pago)
  • Daycoval: R$ 3,03 (dinheiro) e R$ 3,19 (cartão)
  • Cotação: R$ 3,04 (dinheiro) e R$ 3,21 (cartão)
  • Confidence: R$ 3,05 (dinheiro) e R$ 3,20 (cartão)

Para quem está com viagem marcada para breve, a orientação dos especialistas é comprar dólar agora e garantir a viagem. Se a viagem for feita num prazo maior, o conselho é adquirir a moeda aos poucos, para conseguir um preço médio.

Entenda por que os valores são maiores

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, é o dólar comercial, que tem cotação menor que o dólar das casas de câmbio. 

O comercial é utilizado para movimentações financeiras do governo no exterior e empréstimos de brasileiros residentes fora do país, além de ser usado por grandes empresas para a realização de importação e exportação de mercadorias.

Nas casas de câmbio, onde as pessoas comuns compram a moeda, o valor é maior. Ele é vendido para os pequenos compradores, que utilizam o dólar para viajar. O dólar turismo também é usado na conversão dos débitos realizados em moeda estrangeira no cartão de crédito e aquisição de passagens aéreas, por exemplo.

6 dicas para o dólar

  • Getty Images

    Devo comprar dólar?

    Deve comprar dólar quem terá alguma despesa na moeda, como viagem de lazer ou estudos, ou dívidas em dólar. Se precisar se proteger da alta da moeda, Leandro Martins, da Walpires Corretora, aconselha a investir em fundos cambiais e não comprar a moeda diretamente

  • Arte/UOL

    Devo investir em dólar?

    Dólar não é investimento, afirma o especialista em investimentos Mauro Calil, do banco Ourinvest. "Ou o dólar valoriza ou desvaloriza. Ele não rende juros, nem aluguel, nem dividendos. Não te dá uma renda passiva. Dólar é mercadoria", diz.

  • Shutterstock

    Quais as perspectivas para o dólar?

    Tendência de alta para Mauro Calil. "Até o meio do ano, é possível que a moeda atinja R$ 3,00", diz. Para Leandro Martins, o dólar comercial (mais barato que o vendido para turistas) pode chegar a R$ 3,20, segundo apontam os gráficos. Nelson Gasparian, da Cotação, lembra que são perspectivas, pois ninguém pode afirmar com certeza o que vai acontecer com o câmbio

  • Thinkstock

    Tenho dólar. Vale a pena vender para lucrar?

    Só vale a pena vender se não for usar mais tarde, diz Nelson Gasparian. Se ainda for usar para viajar, por exemplo, fique com o dinheiro. As casas de câmbio vendem a um preço maior do que compram. "É assim que elas lucram. Então é difícil que o comprador consiga ganhar algo."

  • Divulgação

    Vou viajar. Compro dólar agora ou espero a cotação cair?

    Não é possível dizer o que vai acontecer com o dólar. Se tem o dinheiro para comprar agora e a viagem está próxima, é melhor garantir. Se não tem, o ideal é fazer o preço médio, ou seja, ir comprando aos poucos para não arriscar. Também faça pesquisa de preços entre as corretoras, pois o preço varia bastante

  • Shutterstock

    Comprar em dinheiro ou no cartão pré-pago?

    O IOF de 6,38% deixou o custo do dólar no cartão pré-pago bem mais alto do que do dólar em dinheiro, cujo IOF é de 0,38%. No entanto, o cartão é mais seguro e pode ser reposto no caso de roubo, perda ou furto, sem perda dos valores carregados. Se o dinheiro vivo for roubado, não há como recuperar

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