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Total de investimentos de brasileiros encolhe 5% em março, com coronavírus

João José Oliveira

do UOL, em São Paulo

06/05/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Total de investimentos cai de R$ 3,26 trilhões, em fevereiro, para R$ 3,09 trilhões, em março, segundo Anbima
  • Maior queda no volume financeiro dos investidores do varejo tradicional foi registrada em fundos de investimento
  • Fundos de ações diminuíram em 23,4%, de R$ 68,8 bilhões, em fevereiro, para R$ 52,7 bilhões, em março

A crise provocada pela pandemia do coronavírus atingiu os mercados e provocou uma queda de 5,2% no total dos investimentos dos brasileiros em produtos financeiros. O total aplicado caiu de R$ 3,26 trilhões, em fevereiro, para R$ 3,09 trilhões no fim de março. Os dados, calculados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), correspondem aos aportes de 80,4 milhões de contas desses segmentos em bancos e corretoras.

O segmento de varejo, que se divide em tradicional e alta renda, é responsável por R$ 1,89 trilhão, enquanto o private responde por R$ 1,19 trilhão.

Na divisão por tipo de produto, a maior queda no volume financeiro dos investidores do varejo tradicional foi registrada em fundos de investimento: queda de 5,1%, de R$ 151,1 bilhões em volume acumulado em fevereiro para R$ 143,4 em março. As ações também caíram: somaram R$ 11,8 bilhões em março deste ano enquanto eram R$ 12,4 bilhões no mês anterior — baixa de 4,83%.

A queda em ações foi a maior percentualmente no patrimônio líquido do varejo alta renda: o volume aplicado foi de R$ 68,8 bilhões, em fevereiro, para R$ 52,7 bilhões, em março. A redução em fundos foi a segunda maior - esses produtos foram de R$ 500,2 bilhões para R$ 454,9 bilhões, na mesma base de comparação.

Esse movimento também foi registrado no patrimônio líquido dos investidores do private (clientes com, no mínimo, R$ 3 milhões aplicados em ativos financeiros). O volume financeiro aplicado em ações caiu de R$ 227,4 bilhões em fevereiro para R$ 164,5 bilhões em março. Na sequência, os fundos de investimento tiveram redução de R$ 670,6 bilhões para R$ 608,1 bilhões, e a previdência aberta foi de R$ 140,0 bilhões para R$ 134,5 bilhões, nos mesmos períodos.

Distribuição na carteira

Entre os produtos com maior patrimônio líquido, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) foi o que mais cresceu dentro da carteira dos investidores do varejo em março: no varejo tradicional, respondeu por 9,3% do estoque das aplicações, em comparação aos 8,9%, tanto em fevereiro deste ano como em dezembro de 2019.

Os CDBs também responderam por 13,8% do estoque do segmento de alta renda, frente a 11,5% em fevereiro e 11,0% no consolidado do ano passado.

Os fundos multimercados são a maioria da carteira do private, respondendo por 33,6% do volume total. Nesse segmento, as ações e os fundos de ações tiveram redução na participação do volume financeiro aplicado em 2020: responderam por 13,8% e 6,4% dos investimentos, respectivamente. As ações representavam 17,2% em fevereiro e 17,1% em dezembro de 2019, enquanto os fundos de ações eram responsáveis por 7,9% em fevereiro e 8,0% em 2019.

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