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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Veja 3 tipos de investimento que dispararam enquanto a Bolsa caiu 19%

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Sílvio Crespo

Sílvio Crespo é sócio do Grana, aplicativo que automatiza o IR de investimentos na Bolsa. Como jornalista de economia, ganhou diversos prêmios, inclusive o de melhor blog de economia do Brasil, concedido pela Case New Holland, pelo antigo blog Achados Econômicos, no UOL. Paralelamente, hoje cursa psicologia na USP.

05/11/2021 04h00

A Bolsa brasileira está praticamente em queda livre desde o dia 7 de junho deste ano, tendo acumulado uma perda de 19,24% até o fechamento da última quarta-feira.

No entanto, existem três outros tipos de investimento que dispararam até 122% no mesmo período.

Existe uma característica comum a todas essas modalidades de ativos que estão crescendo enquanto a Bolsa cai.

Na coluna de hoje vou explicar qual é essa característica e apresentar a valorização acumulada desses investimentos.

Fundos atrelados à Bolsa dos EUA: +22,4%

Existem fundos de investimento negociados na B3 que acompanham índices internacionais de ações. São os chamados ETFs (Exchange traded funds).

Dois deles seguem o S&P 500, o principal indicador das ações listadas na Bolsa de Nova York.

São eles o IVVB11, que subiu 22,4% desde 7 de junho, e o SPXI11, que avançou 21,77%.

Papéis de empresas americanas: +122%

Na Bolsa brasileira, é possível investir em papéis que representam ações de empresas estrangeiras. Esse tipo de ativo se chama BDR (Brazilian Depositary Receipt).

O BDR da Apple, por exemplo, é negociado no Brasil pelo código APPL34 e subiu 33,5% desde 7 de junho. O do Google (GOGL34) avançou 35%.

Já o ativo que representa a Tesla (TSLA34), do bilionário Elon Musk, disparou nada menos do que 122,1% no mesmo período.

Criptomoedas: +102%

O bitcoin, criptoativo pioneiro e ainda hoje o mais negociado, praticamente dobrou de valor desde o dia 7 de junho, acumulando uma alta de 97% em relação ao real.

A segunda criptomoeda mais negociada, o ethereum, saltou 102% no mesmo período.

O investimento em bitcoin e ethereum também pode ser feito por meio de ETFs. O mais negociado no país é o HASH11, que representa um cesta de criptoativos, incluindo esses dois.

O HASH11 subiu 87,7% desde 7 de junho.

A característica comum a esses investimentos

Enfim, qual é a semelhança entre esses três tipos de ativos que listei acima: os fundos atrelados à Bolsa americana, os BDRs e as criptomoedas?

O que eles têm em comum é o fato de não estarem expostos ao Brasil. Todos eles são investimentos que independem da economia e da política brasileira.

Não quer dizer que eles sempre vão subir quando o Brasil estiver mal. Quer dizer apenas que não serão afetados pelos inúmeros problemas que são particularmente nossos.

Ainda dá tempo de investir?

Neste momento, você pode estar se perguntando se ainda dá tempo de investir nesses ativos que eu listei aqui ou não.

Em primeiro lugar, preciso deixar claro que todos esses investimentos são de alto risco e ninguém é capaz de responder com segurança essa pergunta.

Também reforço que nesta coluna eu não faço recomendação de aplicações. Apenas compartilho as minhas estratégias, para quem quiser saber.

Então, se você quer saber o que estou fazendo, aí vai: venho investindo gradativamente no BDR do Google.

Aliás, se você acompanha meus textos, viu que recentemente eu contei aqui que estava investindo em BDRs, por conta do cenário brasileiro atual.

Nas próximas semanas, minha intenção é comprar mais BDRs do Google e, além disso, nos do Nubank, que devem começar a ser negociados em breve.

Mande sua pergunta

Se você tem dúvidas sobre como investir o seu dinheiro, ou se quer saber como eu invisto o meu, envie um e-mail para silvio.crespo@gmail.com. Sua pergunta pode virar tema desta coluna no futuro.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL