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Quanto investir para o seu filho ter R$ 100 mil ao completar 18 anos?

Quanto você precisaria investir todos os meses, em aplicações seguras, para juntar R$ 100 mil até o seu filho completar 18 anos?

Veja as simulações considerando os dados atuais do mercado e prevendo que o seu filho pode ter acabado de nascer ou pode ter 5, 10 e 15 anos.

Acabou de nascer: invista R$ 289 por mês

Se o seu filho acabou de nascer, você precisa investir R$ 289 por mês em aplicações de baixo risco para, daqui a 18 anos, alcançar o equivalente a R$ 100 mil. Eu disse "equivalente a R$ 100 mil" porque, na verdade, a quantia alcançada será bem maior, mas, devido à inflação, terá um poder de compra equivalente ao de R$ 100 mil hoje.

Além disso, os dados descontam também o Imposto de Renda. Para essa projeção, considerei que você consiga uma rentabilidade real média de 5% ao ano nos próximos 18 anos. Essa rentabilidade pode ser obtida, atualmente, no Tesouro Direto e em diversos CDBs, LCAs e LCIs (veja mais detalhes ao final do texto).

Com o dinheiro rendendo 5% ao ano, já descontando a inflação e o IR, terá investido, ao final do período, o equivalente R$ 62 mil, sendo que os demais R$ 38 mil serão juros. Dessa forma, os juros corresponderão a 38% do patrimônio acumulado.

Tem 5 anos: invista R$ 459 por mês

Nas mesmas aplicações, se o seu filho está com 5 anos, seria preciso aplicar R$ 459 todos os meses para atingir o equivalente a R$ 100 mil daqui a 13 anos. Desse montante, o equivalente a R$ 29 mil serão juros acumulados no período, ou seja, 29% do total.

Tem 10 anos: invista R$ 850 por mês

Investindo R$ 850 por mês, você consegue atingir o equivalente a R$ 100 mil daqui a oito anos, sempre considerando uma rentabilidade líquida real de 5% ao ano. No período, você acumulará R$ 18 mil em juros, isto é, 18% do valor total obtido em oito anos.

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Tem 15 anos: invista R$ 2.580 por mês

Se o seu filho já tem 15 anos, você tem pouco tempo (apenas três anos) para atingir os R$ 100 mil. Sendo assim, seria necessário aplicar R$ 2.580 por mês para acumular o equivalente a R$ 100 mil no período. Como o período é curto, os juros acumulados também são bem menores. Somente R$ 7.000 virão da rentabilidade dos seus investimentos, ou seja, 7%. Os outros R$ 93 mil serão a soma dos seus aportes.

Reajustando pela inflação

Para chegar ao equivalente a R$ 100 mil, é preciso que os seus aportes sejam atualizados pela inflação todo ano. Por exemplo, se você está investindo R$ 300 por mês e, nos próximos 12 meses, a inflação estiver em 10%, a partir do 13º mês você passa a aportar R$ 330 (R$ 300 iniciais mais 10%). Se não fizer isso, ao final do período a inflação terá corroído parte do poder de compra do patrimônio acumulado, de modo que você não terá o equivalente a R$ 100 mil.

Onde investir

Nessas simulações, considerei apenas investimentos de baixo risco, por meio dos quais é possível obter, hoje, uma rentabilidade líquida real (descontando o IR e a inflação) de cerca de 5% ao ano.

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No Tesouro Direto, o título mais adequado para que o seu dinheiro seja corrigido pela inflação é o Tesouro IPCA. Basta escolher o título com data de vencimento mais próxima do ano em que você deseja resgatar o dinheiro, e fazer a aplicação todos os meses. Se for investir em CDB, LCA ou LCI, você pode conseguir taxas de rentabilidade um pouco mais altas, de modo a juntar, ao final do período, um valor equivalente a mais de R$ 100 mil.

Lembre-se apenas de fazer o investimento em títulos que corrigem a inflação. Os CDBs, LCAs e LCIs que têm essa função, apresentam a sigla "IPCA" no nome (IPCA é o índice oficial de inflação do país).

O nome do título seguirá essa estrutura: "CDB Nome do banco IPCA + 8%". Basta ter a sigla IPCA no nome.

Alguma dúvida?

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