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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Petrobras e antiga BR Distribuidora buscam ganhos maiores; e as ações?

Posto Petrobras: antiga BR Distribuidora terá fundo imobiliário para postos - Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo
Posto Petrobras: antiga BR Distribuidora terá fundo imobiliário para postos Imagem: Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo
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Felipe Bevilacqua

31/08/2021 08h45

Hoje vamos conversar sobre a possibilidade da Petrobras (PETR4) trocar participação na Braskem por ativos operacionais da empresa e sobre dois novos anúncios na Vibra Energia (antiga BR Distribuidora, BRDT3).

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

Petrobras quer trocar participação por ativos da Braskem

Vem sendo veiculado no mercado a possibilidade da Petrobras (PETR3/PETR4) trocar uma parte, ou a totalidade, de sua participação na Braskem (BRKM5) por ativos físicos operacionais no Sudeste, próximos ao parque de refino da empresa que não será vendido.

Algumas semanas atrás, a Novonor anunciou que avaliaria a possibilidade de fatiar a venda da Braskem em ativos, porque esse formato atrai maior interesse por parte de companhias e investidores internacionais. Enxergamos essa mudança de planos como positiva para a Petrobras e, a depender da condução, positiva também para os acionistas de Braskem.

Pelo lado da Petrobras, que enxugou boa parte de sua estrutura, otimizou operações e cumpriu a meta de redução do endividamento bruto para cerca de US$ 60 bilhões, a incorporação de ativos da Braskem pode gerar sinergia importante. Ela permitirá a verticalização da cadeia de produção do petróleo, com Exploração e Produção, Refino e derivados do Refino (exceto combustíveis), com proximidade geográfica e compartilhamento de infraestrutura de logística e armazenamento.

Antiga BR Distribuidora, Vibra Energia busca estrutura mais rentável

A Vibra Energia (BRDT3, antiga BR Distribuidora) fez dois anúncios ao mercado ontem (30): a criação de uma joint venture (JV) com a Copersucar para comercializar etanol e um acordo com a Prisma Capital para criar um fundo imobiliário dos postos com bandeira Petrobras.

No caso da JV, a Vibra pagará R$ 4,999 milhões para adquirir 49,99% da ECE (Empresa Comercializadora de Etanol), enquanto a Copersucar manterá o restante da participação. O fechamento da operação depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Após a conclusão da operação, as empresas aportarão R$ 440 milhões na JV, na proporção de suas participações. Atualmente, a Vibra movimenta entre 6 e 6,5 bilhões de litros de etanol por ano em sua atividade de distribuição, enquanto a Copersucar movimenta entre 4,5 e 5 bilhões de litros de suas usinas associadas, o que deve tornar a JV a maior comercializadora de etanol do Brasil e uma das maiores do mundo.

A ECE também irá importar e exportar etanol e poderá comprar etanol de outras fabricantes e vender para outras empresas, incluindo outras distribuidoras, aumentando sua capilaridade e abrangência no mercado.

No comunicado sobre o fundo imobiliário, a Vibra explicou que o negócio será gerido pela Prisma Capital, que terá 15% das cotas, e a intenção é listar e negociar o fundo futuramente no mercado. O fundo poderá ter até 238 imóveis da Vibra, avaliados em cerca de R$ 644 milhões. A empresa poderá vender os postos diretamente para os atuais operadores, possibilitando monetização imediata. Mesmo após a venda, os postos deverão continuar com bandeira Petrobras, como estipulado contratualmente.

As duas notícias são positivas para Vibra Energia que, apesar de liderar no mercado, muda sua estrutura para se tornar mais eficiente e rentável. A JV possibilita ganhos de escala, maior poder de barganha e papel importante na transição energética. Já o acordo com a Prisma diminui o capital imobilizado em imóveis e possibilita à Vibra levantar recursos para investir em sua estratégia principal de negócios, o que gera maior retorno.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL