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OPINIÃO

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Produtora de placas de vídeo Nvidia lucra US$ 7,6 bi; veja análise da ação

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Felipe Bevilacqua

18/02/2022 09h02

O balanço da fabricante de processadores gráficos Nvidia, gigante norte-americana do setor de tecnologia, mostrou bons números, mas a situação nos EUA não garante necessariamente um avanço sustentado das ações.

Confira a seguir o comentário de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

Conhecida dos entusiastas do mundo dos games e profissionais do setor de computação, a Nvidia (Nasdaq: NVDA) se destaca como uma das principais fabricantes de unidades de processamento gráfico (GPU) - também conhecidas como placas de vídeo - do planeta, ao lado de sua concorrente AMD (Nasdaq: AMD).

Na quarta-feira (16), após o fechamento do mercado, a empresa divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre do ano fiscal de 2022, com números acima do esperado em praticamente todas as linhas, superando o guidance (projeção) fornecido no terceiro trimestre.

O balanço mais forte se deve ao aumento da demanda por processadores gráficos ao redor do globo, uma vez que estes componentes são utilizados em diversos tipos de produtos eletroeletrônicos, principalmente se tratando de computadores de alta performance gráfica.

A receita líquida da companhia no período foi de US$ 7,64 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 53% na comparação anual. O número também veio acima do guidance, que era de US$ 7,55 bilhões. No ano, a receita totalizou US$ 26,91 bilhões, um novo recorde para a companhia.

Considerando-se a demonstração ajustada (Non-Gaap), o resultado operacional medido pelo Ebit - lucro antes de juros e imposto de renda - foi de US$ 3,67 bilhões, crescimento de 76% na comparação anual. Assim, a margem operacional (medidor de eficiência da operação) foi de 48,1% no período, aumento de 6,3 pontos percentuais na comparação anual e de 0,5 pontos percentuais no trimestre contra trimestre.

O lucro líquido por ação (Non-Gaap) foi de US$ 1,32 dólares, aumento de 69% na comparação com o mesmo período do último ano, e US$ 0,10 acima do esperado.

O ponto negativo do balanço foi o desempenho mais fraco no segmento de componentes automotivos, que tiveram uma perda de receita de 14%, totalizando US$ 125 milhões.

Diante de mais um resultado sólido, esperamos impacto levemente positivo no preço das ações da Nvidia no curto prazo. Entretanto, o mau humor que toma conta do mercado norte-americano diante da perspectiva de alta dos juros, impactando principalmente as ações de empresas do setor de tecnologia, pode se sobrepor ao bom resultado da companhia.

No pregão de quinta-feira (17), os papéis NVDA fecharam em queda de 7,51%, cotados a US$ 245,19. A queda, entretanto, não teve relação com os resultados, mas sim com a escalada da tensão na fronteira entre Rússia e Ucrânia, que derrubou as Bolsas de Valores dos EUA.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.