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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Que ações são melhores pagadoras de dividendos para você e como saber isso?

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19/01/2022 11h00

Uma das formas que atraem muitos investidores em busca de um lucro a mais são os chamados dividendos, que são proventos distribuídos pelas companhias listadas na Bolsa de Valores. No acumulado até setembro de 2021, mais de R$ 209 bilhões foram pagos aos acionistas.

Mas quais as melhores pagadoras de dividendos e como isso funciona na prática? Leia abaixo as respostas dessas perguntas por Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimentos, que mostra ainda detalhes do DIVO11, o fundo que replica o desempenho do índice de dividendos da B3.

Os famosos ETFs

Para Bevilacqua, é preciso primeiramente entender o que é um fundo de índice —para, então, abordar o It Now IDIV Fundo de Índice, mais conhecido pelo código negociado na Bolsa brasileira (DIVO11).

Fundos de índice, também chamados de ETFs (sigla para Exchange Traded Funds) são fundos de investimentos que têm suas cotas negociadas em uma Bolsa de Valores. "Geralmente, seu objetivo é replicar a performance de algum índice de referência do mercado", diz.

Esses índices de referência são aqueles com os quais os investidores já estão acostumados, como o Ibovespa —considerado o principal índice brasileiro de ações—, ou o IFIX, o índice de fundos imobiliários da B3.

No caso do DIVO11, o índice de referência a ser seguido é o IDIV, o índice de dividendos da B3. Este índice é composto por ações das empresas listadas no Brasil que mais pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

"Portanto, para compreender como funciona esse fundo, é importante saber o que são os dividendos e qual a relevânciadesse recurso para o mercado de ações", diz o analista.

Dividendos revelam empresas com bons desempenhos

A capacidade de pagar bons dividendos é uma métrica de extrema importância na hora de avaliar a qualidade de uma empresa, uma vez que os dividendos são a parcela dos lucros destinada aos acionistas. A capacidade de uma companhia de remunerar seus sócios é o que atrai os investidores.
Felipe Bevilacqua, analista da Levante

No mercado financeiro, é comum que as empresas listadas em uma Bolsa de Valores se encaixem em uma dessas duas categorias: empresas de valor e empresas de crescimento. Para o analista, essas nomenclaturas têm relação direta com a capacidade das companhias de remunerar seus acionistas.

"As empresas de valor são aquelas que possuem modelos de negócio já consolidados e atuam em setores tradicionais da economia, como na exploração de commodities ou na geração de energia elétrica, por exemplo", diz. Assim, o valor de mercado dessas companhias é determinado pela capacidade de dar lucros no presente.

Já as empresas de crescimento, segundo Bevilacqua, são aquelas que têm o valor de mercado atrelado ao potencial de expansão, mesmo que o negócio não seja lucrativo em um primeiro momento. Ele cita como exemplo algumas companhias de tecnologia, que surgem no mercado com modelos de negócios totalmente inovadores e disruptivos.

O analista da Levante afirma que, ainda assim, essas empresas precisam desenvolver estratégias para tornar suas operações rentáveis ao longo do tempo: afinal, "no final do dia, o que importa para o investidor é apenas uma coisa: a capacidade da empresa de pagar bons dividendos, seja hoje, seja daqui a 10 anos".

Mas quais empresas são boas pagadoras de dividendos?

"Nem sempre é fácil determinar quais empresas pagarão os dividendos mais generosos", afirma o analista. De acordo com ele, bancos, por exemplo, pertencem a um setor que tradicionalmente paga mais proventos aos acionistas — porém, podem sofrer com uma situação econômica adversa ou com decisões políticas. Como consequência, nesses casos é comum ter uma redução significativa do valor distribuído entre os investidores, como ocorreu em 2021.

Por outro lado, Bevilacqua afirma que empresas que não possuem um longo histórico de pagamento de proventos generosos podem ter seus resultados impulsionados por fatores externos. Como é o caso das siderúrgias no ano anterior, "que reportaram lucros astronômicos em decorrência do aumento da demanda por aço no mercado internacional, figurando entre as principais pagadoras de dividendos no período", diz.

Ainda assim, no geral, empresas que pagam bons dividendos recorrentemente tendem a ser aquelas que possuem modelos de negócios consolidados e uma forte geração de receita, fatores normalmente associados a um risco mais baixo que a média de mercado.

O índice de dividendos da B3

Como dito anteriormente, o DIVO11 tenta replicar o desempenho do índice de dividendos da B3 (IDIV), que, por sua vez, visa reunir as melhores empresas pagadoras de dividendos da Bolsa.

Para ingressar na carteira do IDIV, o analista da Levante diz que a empresa precisa estar dentro da parcela de 33% do total de ações da Bolsa com os maiores dividend yields do período de 36 dias antes da formação de carteira.

Vale ressaltar que dividend yields é um indicador que mede a rentabilidade das empresas dividindo o valor dos dividendos pagos por ação pelo seu valor unitário.

Além desse critério, as ações também precisam estar presentes em, no mínimo, 95% das sessões de negociação na Bolsa de Valores.

Ficam de fora do índice empresas com ações chamadas de penny stock (ou seja, com valores de ações abaixo de R$ 1) e companhias que não distribuíram dividendos nos quatro últimos quadrimestres antes da formação da carteira.

Levando esses pré-requisitos em consideração, a carteira do IDIV é atualizada trimestralmente.

Quanto rende o DIVO11 e como aplicar

Para conseguir acompanhar a performance do seu índice de referência, o DIVO11 investe pelo menos 95% do seu patrimônio em ações que integram a carteira do IDIV, enquanto os 5% restantes podem ser alocados em outros ativos.

"Por investir nos mesmos ativos que o índice de dividendos da B3, o fundo oferece ao investidor a possibilidade de diversificação e aporte nas melhores empresas pagadoras de dividendos da Bolsa. Tudo isso de forma prática e sem precisar dispor de uma grande quantia", afirma Bevilacqua.

Ele diz que o DIVO11 não paga dividendos diretamente ao acionista. Isso porque, mesmo sendo um fundo focado em empresas pagadoras de bons proventos, se trata de um ETF.

Mas calma! Isso não significa que você não vai desfrutar do aumento de patrimônio proporcionado por esse tipo de investimento. O DIVO11 reinveste automaticamente os dividendos recebidos das empresas que integram a carteira do fundo, fazendo com que o patrimônio total do fundo cresça e as suas cotas se valorizem.

O analista fala que, além disso, por investir em empresas mais consolidadas, a tendência é que o DIVO11 seja menos volátil. "Ou seja, sofra menos oscilações de preço ao longo do tempo, quando comparado ao ETF —que busca replicar a performance do Ibovespa, o BOVA11".

Como receber bons dividendos com pouco dinheiro

Felipe Bevilacqua, analista da Levante, afirma que o DIVO11 é o fundo ideal para quem deseja investir nas maiores pagadoras de dividendos da B3, "sem a necessidade de acompanhar o 'sobe e desce' do mercado e sem precisar de muito dinheiro para isso.

"Basta possuir —ou abrir, caso você ainda não tenha—uma conta em uma corretora de valores mobiliários. O passo seguinte é adquirir cotas do fundo, negociadas na Bolsa da mesma forma que as ações das companhias de capital aberto", diz.

Acesse aqui o relatório completo da Levante sobre as melhores pagadoras de dividendos.

Carteiras conforme o perfil

Para quem ainda não pegou as recomendações de investimentos, elas estão a seguir:

- Carteira para quem não aceita risco algum

- Carteira para quem tem perfil mais conservador, mas aceita um pouquinho de risco

- Carteira para quem é mais moderado

- Carteira para quem aceita mais risco

- Carteira para quem aceita alto risco

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.