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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Juros do Tesouro são pagos por semestre ou só no fim; o que é melhor?

Juros semestrais ou no vencimento: PagBank analisa qual opção pode ser mais vantajosa no Tesouro Direto - iStock
Juros semestrais ou no vencimento: PagBank analisa qual opção pode ser mais vantajosa no Tesouro Direto Imagem: iStock
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Luciane Almeida

26/01/2022 04h00

Os títulos do Tesouro Direto estão cada vez mais populares entre os brasileiros. Com a crescente alta da taxa Selic e as fortes oscilações dos investimentos em renda variável, a renda fixa volta a atrair os investidores —e nesse contexto, os títulos públicos ganham cada vez mais espaço na carteira de quem busca mais segurança.

Considerado o investimento mais seguro do país —por contar com a garantia de pagamento do governo—, os títulos do tesouro são acessíveis a todos os bolsos, com pouco mais de R$ 30 já é possível comprar um título.

Veja quais são os tipos de título do Tesouro Direto disponíveis, e se vale mais a pena investir em títulos com juros semestrais ou juros no vencimento.

Tipos de título do Tesouro Direto

Atualmente, o Tesouro Nacional oferece três tipos de título. São eles:

  1. Tesouro Selic: a rentabilidade acompanha a taxa de juros oficial do país (a taxa Selic). O rendimento é diário e mesmo tendo uma data de vencimento, é possível retirar o dinheiro a qualquer momento sem prejuízo;
  2. Tesouro Prefixado: a taxa de juros já é combinada antes e o investidor sabe exatamente quanto vai ganhar no vencimento do título;
  3. Tesouro IPCA +: tem uma taxa híbrida, ou seja, no vencimento do título o investidor vai receber uma parte da rentabilidade prefixa, que já é combinada na data da compra, e a outra parte pela variação da inflação.

Juros semestrais ou no vencimento: o que vale mais a pena?

Os títulos Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado também oferecem o pagamento dos juros semestrais. Assim, o investidor não precisa esperar até a data do vencimento para receber os rendimentos. Mas poucas pessoas sabem se vale mais a pena investir em títulos com juros semestrais ou juros no vencimento.

Pagamento de juros no vencimento

Nos títulos com pagamento dos juros no vencimento, o investidor recebe todo o rendimento acumulado mais o dinheiro aplicado, de uma única vez. Nessa opção o capital acumulado no final tende a ser maior, porque o dinheiro conta com o benefício dos juros sobre juros ao longo do tempo.

Outro benefício é no Imposto de Renda. Sobre o rendimento acumulado, incide o Imposto de Renda de acordo com a tabela de renda fixa. Então, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, menor é o percentual de imposto cobrado.

Portanto, esses títulos são mais vantajosos para o investidor que pode deixar o dinheiro aplicado até o prazo de vencimento e não precisa de dinheiro nesse período.

Pagamento de juros semestrais

Já nos títulos de Tesouro Direto com juros semestrais, o investidor recebe a cada seis meses os rendimentos acumulados, e no vencimento, o dinheiro inicial.

Essa opção é ideal para quem precisa complementar a renda, ou para o investidor que tem algum compromisso com o dinheiro e não pode esperar até o vencimento para receber os juros.

A desvantagem é pagar mais Imposto de Renda. Sobre os rendimentos do primeiro ano, o percentual de imposto será maior, inicia em 22% nos primeiros seis meses, e com o passar do tempo, esse percentual vai diminuindo, chegando a 15% a partir de dois anos.
Com isso, o valor total acumulado também tende a ser menor.

O mais importante é o investidor avaliar qual opção melhor atende suas necessidades em relação a prazo e objetivos.

As opiniões emitidas neste texto são de responsabilidade exclusiva da equipe de Research do PagBank e elaboradas por analistas certificados. O PagBank PagSeguro e a Redação do UOL não têm nenhuma responsabilidade por tais opiniões. A única intenção é fornecer informações sobre o mercado e produtos financeiros, baseadas em dados de conhecimento público, conforme fontes devidamente indicadas, de modo que não representam nenhum compromisso e/ou recomendação de negócios por parte do UOL. As informações fornecidas por terceiros e/ou profissionais convidados não expressam a opinião do UOL, nem de quaisquer empresas de seu grupo, não se responsabilizando o UOL pela sua veracidade ou exatidão. Os produtos de investimentos mencionados neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão preencher o questionário de suitability para a identificação do seu perfil de investidor e da compatibilidade do produto de investimento escolhido. As informações aqui veiculadas não devem ser consideradas como a única fonte para o processo decisório do investidor, sendo recomendável que este busque orientação independente e leia atentamente os materiais técnicos relativos a cada produto. As projeções e preços apresentados estão sujeitos a variações e podem impactar os portfolios de investimento, causando perdas aos investidores. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros. Este conteúdo não deve ser reproduzido no todo ou em parte, redistribuído ou transmitido para qualquer outra pessoa sem o consentimento prévio do UOL.

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