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Ouro sobe 56% no ano, bate dólar e Bolsa e é o melhor investimento de 2020

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Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

30/12/2020 19h24

O ouro subiu 56% neste ano, bateu o dólar e a Bolsa e foi o melhor investimento de 2020. Esse resultado considera um grupo de investimentos selecionados pela empresa de informações financeiras Economatica, do qual não participam os fundos imobiliários, por exemplo.

Profissionais de mercado afirmam que essa disparada no preço do metal acontece porque o ouro é um ativo típico de proteção, uma forma de resguardar o patrimônio em momentos de incertezas, como guerras e crises econômicas e de saúde, como a que o mundo está vivendo atualmente.

Veja abaixo as variações nominais de alguns dos principais indicadores no mercado de investimentos:

  • Ouro: 56%
  • Dólar (Ptax) : 29%
  • Poupança antiga: 6,17%
  • CDI: 2,74%
  • Ibovespa: 2,92%
  • Poupança nova: 2,11%

Como investir no metal?

É possível investir em ouro comprando diretamente as barras ou por meio de contratos na Bolsa ou fundos de investimento.

Comparando uma carteira de investimentos com um time de futebol, o ouro deve ser escalado como parte da defesa. Se eventualmente ele marcar gols, ou seja, se valorizar, melhor. Mas essa não deve ser a finalidade maior desse ativo.

Isso porque o ouro tanto pode subir rapidamente, como agora, como cair rapidamente, como já aconteceu no passado. Entre janeiro de 2012 e janeiro de 2016, por exemplo, o preço do metal no mercado internacional chegou a recuar 32%.

"Os investidores buscam o ouro em um contexto de incertezas e de aversão ao risco. Nesse contexto, há uma corrida pelo metal e por moedas fortes, como o dólar. Com as incertezas internas no Brasil, o dólar também se destacou", declarou o economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho.

    Dólar é o segundo melhor investimento do ano

    No levantamento da Economatica, a segunda posição entre os investimentos em 2019 ficou com o dólar.

    Uma das maneiras de ganhar com a valorização da moeda norte-americana é investir no exterior. Mas o processo é burocrático, e alguns produtos só estão disponíveis para quem tem pelo menos R$ 1 milhão livre para aplicar —o chamado investidor qualificado.

    Para quem não tem essa grana toda, há algumas opções dentro do Brasil, como fundos de investimento cambial, ações de empresas norte-americanas, contratos de dólar futuro e ETFs (Exchange Traded Funds).

    Renda fixa ganhou pouco

    Na sequência da lista dos investimentos, apareceram a caderneta de poupança antiga (6,17%) e o CDI (2,74%). O cálculo do rendimento da poupança antiga é diferente do da poupança nova.

    A queda da taxa básica de juros (Selic) para a mínima histórica, de 2% ao ano, afetou o rendimento das aplicações relacionadas ao CDI, que perdeu atratividade. Alguns exemplos de investimentos ligados ao CDI são CDBs, fundos de renda fixa e alguns títulos do Tesouro Direto.

    Bolsa sobe, em ano de vários "circuit breakers"

    O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, acumulou alta de 2,92% em 2020, se recuperando após sucessivos tombos sobretudo no início da pandemia. A Bolsa chegou a ter os negócios interrompidos diversas vezes neste ano pelo mecanismo de "circuit breaker", para tentar conter as perdas.

    Depois, voltou a subir e quase alcançou o recorde histórico nominal, de 119.527,63 pontos, registrado em janeiro deste ano. Hoje, no último dia de negócios do ano, fechou a 119.017,24 pontos.

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    Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.