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Previdência privada cresce, cliente topa risco, mas tem de evitar taxas

Fundos de previdência privada captaram R$ 40 bilhões, atingindo patrimônio de R$ 1 trilhão pela primeira vez - Lucky336/Getty Images/iStockphoto
Fundos de previdência privada captaram R$ 40 bilhões, atingindo patrimônio de R$ 1 trilhão pela primeira vez Imagem: Lucky336/Getty Images/iStockphoto
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João José Oliveira

Do UOL, em São Paulo

09/04/2021 04h00

A previdência privada cresceu no Brasil durante os últimos 12 meses, período marcado pela crise econômica provocada pela pandemia de covid-19. Além de haver mais investimentos em previdência, os aplicadores também aceitaram mais riscos para tentar ganhar um pouco mais, diante dos juros baixos. Mas mudar seu plano exige cuidados para não pagar muitas taxas.

Desde o fim de março do ano passado, os fundos de investimento dessa categoria captaram um total de R$ 40 bilhões líquidos - ou seja, já descontados os resgates. Isso elevou o patrimônio do setor para mais de R$ 1 trilhão pela primeira vez, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) até quarta-feira (7).

Esse avanço da previdência privada foi conquistado graças aos fundos de ações, multimercados e balanceados, que investem parte da carteira em Bolsa e outros ativos de renda variável. Mesmo com a forte volatilidade dos mercados ao longo de 2020, esses produtos captaram R$ 61 bilhões líquidos ao longo dos últimos 12 meses. Essas entradas compensaram com folga as saídas dos fundos de renda fixa, que tiveram saques de R$ 20,9 bilhões no mesmo período.