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É possível investir depois dos 60 anos: veja onde, segundo especialistas

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Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/08/2021 04h00

Não é incomum ver pessoas começarem a investir apenas depois dos 60 anos no Brasil, quando se aposentam e recebem fundo de garantia e outros benefícios acumulados ao longo de uma vida inteira de trabalho. Para esses, é possível lucrar sem abrir mão de ter o dinheiro na hora, segundo especialistas.

Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Research, e Clara Sodré, professora da Xpeed School e assessora de investimentos da XP falaram sobre investimentos para quem tem mais de 60 anos no Guia do Investidor UOL, série de eventos quinzenais e gratuitos do UOL para quem quer aprender a investir. Elas já adiantam: é possível começar nessa idade. Veja abaixo o que fazer para começar e onde investir.

Reveja o orçamento e crie uma reserva

O passo inicial antes de investir, segundo Marilia, é rever o orçamento e reduzir os gastos.

"Essa é uma fase para você ser mais egoísta com seus investimentos. Tem que revisar alguns gastos. Se a pessoa ajuda alguns membros da família, é hora de reduzir um pouco o peso (desses gastos) porque ela vai precisar do dinheiro", diz.

Depois de organizar as finanças, e elencar as prioridades de gastos, é hora de montar a reserva de emergência —-ela também vale para quem tem mais de 60 anos. A reserva é o valor equivalente a seis até 12 meses dos gastos médios mensais do investidor.

Essa reserva precisa ser aplicada, obrigatoriamente, na renda fixa, em investimentos com liquidez diária, como CDBs de liquidez diária e Tesouro Selic.

Onde investir depois?

Clara explica que o investidor com mais de 60 anos tende a se enquadrar na fase de preservação do capital e, por isso, a renda fixa é fundamental também para a parcela do bolo que não faz parte da reserva de emergência.

"Ele não está juntando nem aumentando, mas preservando para depois usufruir", diz. Por isso, os investimentos devem ter alta liquidez, acima de tudo.

A especialista destaca que investimentos acima de cinco anos tendem a proteger o dinheiro de oscilações casuais no mercado, além de oferecer boa rentabilidade.

"Dá para ganhar dinheiro com uma carteira mais conservadora. O prazo (para o resgate) vai pesar bastante", diz.

Mas não é qualquer investimento de longo prazo que garante retorno, é preciso avaliar, se possível, as melhores opções no mercado.

Uma aplicação no Tesouro IPCA+ para 2026, por exemplo, pode ter uma rentabilidade próxima de 10% ao ano se o investidor mantiver a aplicação até o final do contrato. Outras opções podem ser avaliadas no site do Tesouro, que dá acesso a uma calculadora para verificar a rentabilidade.

Dá para investir em renda variável

Proteger o dinheiro na renda fixa não significa esquecer a renda variável, mas implica uma aposta menos arrojada em fundos ou ações. Papéis de empresas devem oferecer, preferencialmente, o pagamento de dividendos.

"Aí você vai ter sempre um dinheirinho a mais para tocar a vida", explica Marília.

Os lucros das empresas repassados para os donos das ações, conhecidos como dividendos, podem garantir uma renda constante sem que o investidor precise se engajar em acompanhar o sobe e desce da Bolsa com tanta frequência.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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O Guia do Investidor UOL é uma série de eventos quinzenais e gratuitos que apresenta todos os passos para quem quer aprender a investir e entender melhor sobre o mercado financeiro. Veja as histórias inspiradoras e dicas de especialistas para multiplicar o seu dinheiro