PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

Nota de R$ 200 faz um ano: veja onde investir com esse valor

Conteúdo exclusivo para assinantes

Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/09/2021 04h00

Na quinta-feira (2), a nota de R$ 200 completou um ano. Ao lançar o papel-moeda, o Banco Central argumentou que a pandemia exigia um número maior de notas em circulação. Um ano depois, apenas 18% das notas do lobo-guará estão em circulação. Para quem conseguiu pegar a nota, a recomendação dos especialistas não é guardá-la debaixo do colchão, pois a inflação reduziria seu valor de compra.

O que pouca gente sabe é que com R$ 200 já dá para investir. Especialistas ouvidos pelo UOL falam sobre onde investir R$ 200, se é possível correr mais riscos com esse valor, e se dá para ganhar ainda mais dinheiro investindo R$ 200. Veja abaixo o que eles disseram.

Para quem está começando agora, primeiro passo é a reserva

Gustavo Raposo, CEO da fintech Leve, especializada em finanças pessoais, diz que a notinha azul deve virar uma reserva de segurança para quem está começando agora a dar os primeiros passos nos investimentos.

"Reserva de emergência é um dinheiro guardado para possíveis imprevistos, e ela evita que num momento de emergência a pessoa tenha que recorrer a empréstimos com juros altos. Recomenda-se que o valor dessa reserva seja suficiente para cobrir seis meses do custo de vida da pessoa", afirma Raposo.

Mas guardar debaixo do colchão ou no fundo da gaveta não é uma boa ideia porque o dinheiro perde valor por causa da inflação. O professor Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro e especialista em finanças pessoais, aconselha buscar investimentos que paguem, no mínimo, 100% do CDI.

"Você vai conseguir isso em Tesouro Selic ou CDBs que têm liquidez diária. Têm CDBs de bancos menores, fintechs, que rendem até 130% do CDI e com liquidez diária", afirma.

Esse primeiro passo é importante para dar uma segurança financeira antes de ir para investimentos mais arriscados. Para Calil, a hora de partir para a renda variável, investindo em ações e fundos, que oferecem mais riscos, é só quando o investidor já tiver 12 meses dos seus gastos garantidos em investimentos conservadores.

"Com 12 meses você constrói uma reserva interessante para se recuperar de grandes baques e aí pode diversificar, indo para a renda variável", afirma.

Depois da reserva, com R$ 200 dá para arriscar na Bolsa

Para quem já tem seus gastos de um ano inteiro garantidos em investimentos de renda fixa, o próximo passo é investir esses R$ 200 em ativos mais arriscados, com podem dar retornos maiores ao investidor. Os fundos imobiliários (FIIs) ou ações são alternativas, afirmam os especialistas.

No caso de ações, Calil recomenda setores mais conservadores, como o bancário e o elétrico. "Aí você se acostuma com a volatilidade e vai sentindo aquele friozinho na barriga de poder investir em opções mais arriscadas", afirma.

Clara Sodré, educadora da Xpeed School, escola de educação financeira da XP, também destaca a necessidade de reservar os primeiros R$ 200 para uma reserva, a ser aplicada em renda fixa. Depois disso, o investidor pode recorrer a fundos imobiliários, que podem ser acessados por menos de R$ 100.

"Mas caso tenha optado por gerir por conta própria a carteira, é importante que o investidor diversifique por classes de ativos", afirma.

Clara explica que é possível recorrer também aos chamados ETFs, os fundos que acompanham algum índice da Bolsa, e que oferecem cotas pelo valor de uma tradicional nota de R$ 10, mais fácil de ser encontrada no bolso do brasileiro.

Os fundos de índices permitem investir em papéis de empresas de setores totalmente diferentes entre si, o que atenua os riscos. "Só com a aquisição de cotas de ETFs já é possível criar uma carteira diversificada", afirma.

Com R$ 200, dá para diversificar

Para quem consegue ter uma notinha de R$ 200 livre todos os meses, Fabrizio Gueratto, financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira e professor de MBA da Faculdade Unisinos, aconselha dividir igualmente os investimentos entre renda fixa e variável.

"Como é pouco dinheiro, a pessoa poderia escolher uma ou duas ações só para ver como o emocional dela se comporta. Ou seja, como lida com a variação do dinheiro. Assim, ela poderia comprar ações de grandes empresas e de diferentes setores. Porém, sem deixar a segurança da renda fixa de lado", afirma.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

PUBLICIDADE