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Novas empresas entram no Ibovespa: elas podem fazer a Bolsa subir?

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Vinicius Silva

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/09/2021 04h00

A B3 anunciou nesta semana a nova composição do Ibovespa, o principal índice acionário da Bolsa brasileira. De acordo com a B3, a nova carteira do Ibovespa tem agora a Alpargatas PN (ALPA4), Banco Inter PN (BIDI4), Banco Pan PN (BPAN4), Meliuz ON (CASH3), Rede D'Or ON (RDOR3), Dexco ON (DXCO3) e Petz ON (PETZ3), totalizando 91 ações de 84 empresas. Nenhuma empresa saiu do índice nessa atualização.

Essas novas empresas podem influenciar os rumos do Ibovespa? Mais vale investir no índice turbinado ou nessas empresas individualmente? Veja abaixo o que disseram os analistas ouvidos pelo UOL.

Nova carteira do Ibovespa pode mudar rumo do índice?

Não. Os especialistas não acreditam que essas novas companhias sejam capazes de influenciar os rumos do Ibovespa, que acumula queda de cerca de 2% neste ano, e que ainda é muito influenciado por empresas de commodities e do bancário.

Segundo a B3, os maiores pesos do índice são de Vale ON (14,477%), Itaú Unibanco PN (6,180%), Petrobras PN (5,222%), Bradesco PN (4,517%) e Petrobras ON (4,062%).

Para Priscila de Araújo, gestora da Macro Capital, as adições devem fazer com que o índice fique mais equilibrado e diluído, o que é uma boa notícia. Apesar disso, as cinco principais ações ainda representam um terço do índice e, por isso, as mudanças não têm peso para alterar os rumos do Ibovespa.

"O Ibovespa tem uma composição que não reflete a economia do Brasil. O PIB brasileiro é composto 70% pelo setor de serviços, enquanto praticamente metade do Ibovespa é formado pelo setor bancário e de commodities", afirma

"A representatividade [dessas novas empresas do Ibovespa] é pequena e, por isso, elas não são capazes de fazer essa virada no índice", diz.

Vale investir nessas empresas?

Estar no maior índice de ações do Brasil deve fazer com que os papéis dessas empresas ganhem uma maior atenção por parte dos agentes de mercado. Para os especialistas, porém, isso não quer dizer que o investidor deve apostar nesses papéis sem entender profundamente a empresa.

Para Pedro Galdi, analista da Mirae, apenas as ações de Inter e Petz fazem parte da carteira da corretora. Segundo ele, enquanto o Inter deve continuar a expansão dos negócios e está próximo de concluir os estudos visando a reorganização societária, a Petz continuará a apresentar bons resultados.

"A boa gestão [da Petz e do Inter], associada a boa estrutura de capital e retomada da economia, deve ser vetor importante para a manutenção do quadro de evolução de faturamento e resultados nos próximos trimestres", afirma.

Já para Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI, o foco ainda está em empresas mais tradicionais e commodities, como Vale, Gerdau, Petrobras e Suzano, que podem se beneficiar desse cenário de dólar mais fraco e demanda maior por construção civil aqui no Brasil.

"Geralmente, boa parte das empresas que entra no índice ganha uma parte da liquidez e os preços sobem. São ótimas empresas, mas caras. Não temos em nossas carteiras, pois achamos as empresas caras, mas não ruins", diz.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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