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É conservador? Saiba por que você também precisa ter investimentos de risco

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Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/09/2021 04h00

Tolerância ao risco, conhecimento sobre o mercado e os objetivos são alguns dos pontos que separam investidores conservadores de arrojados. Esses perfis, porém, não estão escritos em pedra e mesmo investidores mais conservadores devem ter investimentos de risco na carteira, segundo Guilherme Cadonhotto, especialista em renda fixa da Spiti.

Entenda abaixo por que todo mundo pode ter renda variável na carteira, como ações e fundos, e o que muda de uma carteira de investimentos arrojada para outra mais conservadora.

Renda variável é para todo mundo, diz analista

Qualquer boa carteira de investimentos precisa ter uma parcela em renda variável, seja em ações ou fundos imobiliários, além de algumas posições em ativos globais, segundo Cadonhotto.

Isso vale mesmo no caso de investidores conservadores, que não estão dispostos a correr muitos riscos.

"Se eu sou conservador, eu não vou colocar 50% do meu patrimônio em ações, que são ativos que oscilam muito", diz. Mas, afirma, dá para ter uma pequena parcela em ativos de risco para experimentar o mercado ou alavancar os ganhos.

Segundo o analista, s carteiras conservadoras ou arrojadas podem ter o mesmo tipo de ativo, o que deve variar é a quantidade deles em cada carteira.

Os títulos pós-fixados que vencem em médio prazo devem ser a maioria nas carteiras conservadoras, enquanto investimentos em ações e fundos imobiliários costumam ser a preferência entre os mais arrojados.

Travar o dinheiro em uma só classe de investimento não é boa ideia

Ter um pouquinho de renda variável, mesmo sendo conservador, pode ajudar os investidores a se proteger de incertezas.

Segundo o especialista, a incerteza econômica e a proximidade das eleições, daqui a pouco mais de um ano, significa maior necessidade de proteção para investidores conservadores.

Colocar mais de 40% em investimentos como o pós-fixado, que apenas acompanham os indicadores do mercado, sem grande remuneração extra, pode significar amarrar o dinheiro a investimentos de baixo retorno, em períodos instáveis.

"Travar a carteira na renda fixa pode fazer o investidor perder algumas boas oportunidades de alocação em um futuro não tão distante assim", diz.

Perfis arrojados também precisam se proteger da inflação

Um estudo realizado pela Spiti apontou que os ativos atrelados à inflação, como Tesouro IPCA e alguns CDBs, que vencem em até dois anos, são os que mais protegem o investidor contra o aumento da inflação.

Essas opções são indicadas para quem está mais preocupado em proteger o seu poder de compra do que ter grande rentabilidade, mas também podem estar na carteira de investidores mais arrojados.

Para quem não tem certeza que vai conseguir segurar o investimento até o final do contrato, Cadonhotto indica moderar as apostas em ativos de baixa liquidez, que não podem ser retirados todo dia ou toda semana sem perdas.

"Eu acredito que colocar acima de 40% ou 50% em ativos que só vão ter a liquidez no vencimento é uma parcela muito alta, ainda mais para o momento que a gente está vivendo", diz.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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