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Quer investir em fundos imobiliários? Veja por qual começar

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/10/2021 04h00

O investimento em fundos imobiliários pode ser a porta de entrada para quem deseja começar a se arriscar mais nos investimentos. Segundo especialistas, isso é explicado por duas razões: o perfil do brasileiro, que enxerga o imóvel como um investimento (mesmo quando nem sempre ele é); e a possibilidade de ter uma renda extra a partir dos aluguéis pagos pelos fundos.

"O brasileiro já tem esse histórico de investir em imóvel, então, você está diminuindo um pouco essa barreira de entrada [no mercado de investimentos]", afirma Camila Almeida, sócia-fundadora da Habitat Capital Partners. Ao lado de Fabrizio Gueratto, especialista em investimentos e criador do canal 1Bilhão Educação Financeira, ela participou do Guia do Investidor UOL, série de eventos quinzenais e gratuitos do UOL. No evento, os especialistas contaram como começar a investir em FIIs e por qual fundo começar. Leia abaixo.

Facilidade para dar os primeiros passos

Um dos fatores que fazem do fundo imobiliário uma opção acessível no mercado de é o valor inicial de investimento, que pode ser de R$ 10 por cota.

"É um dos motivos para a popularização deste tipo de fundo, porque tem essa questão histórica, e o fato de ter uma renda mensal, que agrada muito o perfil do brasileiro", afirma Camila Almeida.

Para Fabrizio Gueratto, ainda que seja um investimento popular e de fácil acesso, é preciso que o investidor estude para entender o mercado.

"Hoje, a gente vê muito investidor que acabou de começar a investir e acha que sabe mais do que realmente sabe. Tem uma curva, que é o quanto a gente acha que sabe, e o quanto a gente sabe de verdade", diz.

Por qual fundo imobiliário começar?

Para Camila Almeida, a orientação para os iniciantes é começar pelos fundos de fundos —tipo de fundo que tem uma diversidade de fundos dentro dele.

"Na hora em que você vai começar, é difícil saber qual fundo está navegando melhor naquele momento de mercado, e o que faz sentido ou não. Então, ao começar com um fundo de fundos, você está delegando isso [a gestores especializados]", diz.

A dica é seguida por Gueratto, que acrescenta também os ETFs (fundos de índices negociados em Bolsa), como uma opção interessante. "Eu começaria por estes dois até entender melhor como analisar outras coisas e escolher um fundo", diz.

O especialista destaca que, aos poucos, os investidores devem avaliar quem é o gestor, qual a taxa de administração cobrada pelos investimentos e o valor patrimonial daquele fundo.

Dessa forma, complementa Almeida, é possível compreender, aos poucos, o posicionamento e as movimentações dos gestores, o que pode contribuir para o maior embasamento para decisões futuras.

"O relatório de fundo imobiliário tem muita informação. Então, é possível acompanhar", diz a especialista.

Vale apostar em um único fundo?

Os especialistas são unânimes ao dizer que a melhor estratégia, seja na compra de fundos imobiliários ou mesmo na compra de outros ativos de renda variável, como o mercado de ações ou de fundos multimercado, é sempre optar pela diversificação do patrimônio.

Nesse sentido, Camila Almeida destaca que os fundos imobiliários estão expostos a riscos diferentes, que levam em conta o momento econômico do país. "Na pandemia, os fundos de shoppings sofreram, mas os fundos de logística estavam indo super bem", afirma.

Além disso, quando o investidor escolhe por um único tipo de fundo — como educação, shoppings ou escolas — ou um fundo específico, ele fica mais vulnerável à possibilidade de vacância daquele imóvel —ou seja, de o imóvel não ter inquilinos.

"Quando você está pulverizado, esse risco é mitigado. É bem importante buscar diversificação não só em fundos, mas em tipos de fundos", diz a especialista.

Para Gueratto, uma boa indicação é ter quatro fundos, entre eles fundos de fundos.

"Eu colocaria quatro fundos descorrelacionados. Não adianta ter quatro fundos de shoppings ou quatro fundos de logística, é preciso fazer a diversificação dentro da diversificação", afirma o especialista.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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