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BRF corta 25% dos cargos de diretores e ações sobem na Bolsa; vale comprar?

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Imagem: Divulgação
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/05/2022 12h37

As ações da dona da BRF (BRFS3), dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy, abriram esta sexta-feira (27) em alta, com valorização de 4,75%, subindo para R$ 15,22 por volta das 12h06 (horário de Brasília).

Depois de ter tido prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre deste ano, o investidor está apostando na compra dos papéis hoje, dia em que está eliminando 25% dos cargos de diretoria.

Entenda mais sobre as demissões na BRF e se vale a pena a pena investir nas ações da companhia, de acordo com especialistas ouvidos pelo UOL.

Menos lucros, menos diretores

No primeiro trimestre deste ano, a BRF (BRFS3) gastou R$ 3,7 bilhões de caixa e ficou no vermelho. No ano passado, no mesmo período, a companhia tinha registrado lucro de R$ 22 milhões.

O Valor Econômico divulgou que um quarto das posições de diretoria tem sido cortado — e a notícia está agitando o mercado financeiro.

A medida faz parte da estratégia anunciada pelo presidente da BRF, Lorival Luz, para enxugar custos e tornar a companhia mais leve.

É hora de comprar BRFS3?

Para o BTG, é melhor o investidor esperar um pouco. O banco tinha, até dezembro, recomendação de venda para a ação e mudou para neutro. Reduziu o preço-alvo da ação recentemente para R$ 17.

É a mesma recomendação da XP Investimentos. Em relatório, a empresa afirma que a BRF vem sofrendo com os preços do milho e da soja pressionando suas margens. A fraca demanda doméstica só permite o repasse de preços com defasagem.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.