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Nômade digital já trabalhou em 20 países e investe para ter mais segurança

Daniela Passos, nômade digital: investimentos e reserva de emergência trazem mais segurança - Arquivo pessoal
Daniela Passos, nômade digital: investimentos e reserva de emergência trazem mais segurança Imagem: Arquivo pessoal

Gabriela Bulhões

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/03/2023 04h00

Daniela Passos, 26, já viajou para cerca de 20 países, mas não só para fazer turismo. Ela é nômade digital e trabalha de qualquer lugar do mundo criando conteúdo para a internet. Para ter mais segurança nesse estilo de vida, ela investe.

Daniela construiu sua reserva de emergência, aplica em fundos de investimento imobiliários e compra aos poucos a moeda local do seu próximo destino.

Ela cresceu em Brasília e, aos 15 anos, foi para Nova York estudar. Nunca mais quis voltar e já ganha dinheiro pela internet há mais de 10 anos. Se quando era mais jovem seus trabalhos eram mais esporádicos, hoje com seu trabalho fixo consegue uma renda maior.

Ela organiza sua renda. De seus ganhos mensais, ela separa quanto vai gastar por mês e o resto, coloca na poupança e FIIs. "É uma reserva de emergência a longo prazo, tento deixar o dinheiro rendendo", diz.

Atualmente, trabalha para uma empresa norte-americana e se planeja de acordo com o fuso horário do país. Usa o período da manhã para se organizar e cumprir com as entregas no trabalho. Depois, aproveita o tempo fora do horário do expediente para viajar de um lugar para outro.

Antecedência e preparo são essenciais. O alerta de Daniela Passos é não deixar de ver bem o próximo destino e buscar passagens aéreas com antecedência para dar um respiro no orçamento. Como um dos riscos é não ter dinheiro, uma dica é montar uma reserva de emergência caso algum imprevisto aconteça.

Outro conselho dela é comprar a moeda do destino desejado aos poucos para não perder dinheiro na transação.

Patrimônio permite fazer viagens mais luxuosas

Thiago Finch já viajou para 20 países. Ele deu o equivalente a oito voltas ao redor do mundo. Ele consegue voltar ao Brasil depois de uma viagem com até mais dinheiro do que tinha quando saiu, ao trabalhar com marketing digital. Vende cursos e mentorias, entre outros. Um dos cursos se chama "Projeto Nômade Milionário".

Thiago Finch, nômade digital: ele trabalha com marketing digital - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Thiago Finch, nômade digital: ele trabalha com marketing digital
Imagem: Arquivo pessoal

Para isso, ele conta com investimentos. Na sua conta corrente, fica só o que será usado para cobrir os custos de vida do dia a dia. O resto vai para investimentos.

O objetivo é estar acima da inflação e da poupança. Ele não aplica em renda variável, já que não quer correr riscos e prioriza segurança ao máximo. "Com rendimentos da renda fixa, pago todas as minhas viagens e luxos", diz.

O jovem, que ficou milionário antes dos 25 anos, é de Minas Gerais e já visitou mais de 20 países. Nem sempre foi fácil. Uma de suas primeiras viagens foi para São Francisco, nos EUA, e não imaginava que extrapolaria tanto o orçamento, mesmo tendo se organizado financeiramente. Em seguida, fez um mochilão sozinho. Aos poucos, aprendeu a lidar com os perrengues.

Hoje, consegue fazer viagens luxuosas. Esses luxos não são o comum entre os nômades digitais, diz, e são resultado do patrimônio que ele acumulou. "Hoje, você não viaja da maneira como eu viajo com menos de R$ 5 milhões investidos", declara.

Quanto mais tempo em um lugar, menores os custos

Sophia Costa é formada em comunicação social e trabalha com criação de conteúdo. Seu grande momento de virada se deu ao ser convidada para uma exposição fotográfica em Berlim. "Isso abriu a minha cabeça para outras possibilidades e formas de trabalho", relembra.

Percebeu que era possível trabalhar e viajar quando fez um voluntariado em Moçambique. Desde então, não voltou para o trabalho tradicional. Já passou por 25 países em quatro continentes diferentes, como Tailândia, África do Sul e Vietnã. Atualmente, aos 28 anos, está na Índia e seu próximo destino é a Itália.

Sophia Costa, nômade digital: a dica é se preparar e escolher países com custo de vida mais baixo - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Sophia Costa, nômade digital: a dica é se preparar e escolher países com custo de vida mais baixo
Imagem: Arquivo pessoal

A disciplina faz parte do seu dia. Ela separa os períodos do dia de acordo com as tarefas. Por exemplo, as reuniões com a equipe em um horário e as gravações dos seus conteúdos em outro.

Taxas podem trazer prejuízo. Sophia afirma que, ao lidar com diversas moedas de países diferentes, é importante prestar atenção nas taxas e tarifas. Uma delas é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). "Utilizo um banco internacional que consigo sacar na moeda local em qualquer lugar que esteja", argumenta Sophia Costa.

O conselho de Sophia é não viajar com o intuito de turismo e fugir da alta estação. Além disso, opta por ficar longas temporadas em cada destino, já que a passagem e o transporte de um lugar ao outro podem sair caros.

A prioridade financeira dela é com hospedagem. Ela organiza o dinheiro conforme o que precisa e também depende de cada país, preferindo ficar onde o real vale mais. "Tem países que quero fazer coisas mais turísticas e então abro mão de um lugar mais confortável, mas no geral a prioridade é a hospedagem e ficar o máximo possível", afirma.

A estratégia dela para não faltar dinheiro é não gastar mais do que ganha e ficar em lugares com estilo de vida mais barato, como o sudeste asiático, que tem custo mensal de R$ 6.000 a R$ 8.000, diz.

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