PUBLICIDADE
IPCA
0,26 Jun.2020
Topo

Dólar cai 1% após 7 altas seguidas e vale R$ 5,318; Bolsa sobe pelo 4º dia

Do UOL, em São Paulo*

19/06/2020 17h11Atualizada em 19/06/2020 17h24

O dólar comercial fechou hoje (19) com desvalorização de 0,99%, cotado a R$ 5,318 na venda, interrompendo uma sequência de sete altas consecutivas. Apesar da queda de hoje, a moeda norte-americana terminou a semana com alta de 5,41%.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,46%, a 96.572,10 pontos, no quarto pregão seguido no azul. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 4,09%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Esperança de retomada econômica global

A queda do dólar hoje acompanhou o movimento de recuperação dos ativos de risco no exterior, em meio a esperanças de uma retomada econômica global.

"Hoje é um dia muito positivo para os ativos de risco", disse Filipe Villegas, estrategista da Genial investimentos, em live nesta sexta-feira, citando expectativa em relação às negociações sobre a aprovação de um fundo de recuperação na União Europeia e otimismo sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Os líderes da União Europeia iniciaram o processo de aprovação de um pacote de estímulo sem precedentes para suas economias devastadas pelo coronavírus, considerando uma proposta da Comissão da UE no valor de 750 bilhões de euros.

Na frente comercial, o diplomata sênior dos Estados Unidos para a Ásia Oriental disse na quinta-feira que a China se comprometeu a seguir com a Fase 1 do acordo com a maior economia do mundo.

Instabilidade política no Brasil

Depois de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), ter sido preso na véspera, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele não estava foragido e foi alvo de uma prisão "espetaculosa" como se fosse "o maior bandido da face terra". A prisão de Queiroz foi apontada por analistas como fator de impulso para a aversão a risco e, consequentemente, para o dólar.

Depois de ter chegado a ficar abaixo dos R$ 5 no início do mês, o dólar já recuperou. Há pouco mais de um mês, a moeda norte-americana havia saltado a máximas recordes próximas dos R$ 6.

"Em meio ao cenário de instabilidade promovido pela pandemia, a instabilidade cambial é um fator adicional de dificuldade para a retomada da atividade econômica", disseram em nota analistas da Infinity Asset.

"Ainda assim, o papel do Banco Central deve se limitar a corrigir distorções, algo do qual ele se ausentou até praticamente o real se desvalorizar a quase R$ 6 por dólar."

*Com Reuters

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Cotações