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Picanha, política e influenciadores: veja 5 polêmicas no marketing em 2022

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Imagem: Reprodução

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em Piracicaba (SP)

23/12/2022 08h01

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A grande polarização política em ano eleitoral, além da disputa da Copa do Mundo no Qatar, afastou grande parte das marcas de polêmicas em 2022. A maioria dos anunciantes buscou a segurança de campanhas mais tradicionais. Mesmo assim, algumas marcas se envolveram em polêmicas relacionadas à comunicação e ao marketing.

Confira:

McPicanha sem picanha e Whooper Costela sem costela

Uma das maiores polêmicas do ano teve as redes McDonald's e Burger King como protagonistas. Em abril, o blog Coma com os Olhos, que faz resenhas sobre lanches no Instagram, publicou que o novo sanduíche de picanha do McDonald's, o McPicanha, não levava o ingrediente em sua fórmula. A rede confirmou a informação e, depois de grande polêmica, que envolveu o Procon e o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), tirou o sanduíche de linha.

Na semana seguinte, consumidores alegaram que o Whooper Costela, do Burger King, não tinha costela - apenas o "aroma natural" da carne. A rede também confirmou o fato e, depois disso, mudou o nome do sanduíche para Whooper Paleta Suína.

Olho nos rótulos: creme de leite com soro e suco de fruta sem fruta

Depois das polêmicas com os nomes dos sanduíches, outras denúncias foram feitas aos órgãos de regulação. Produtos que usam soro de leite em vez de leite em sua composição foram alvos de questionamentos do Procon-SP. A Nestlé foi uma das notificadas.

No Distrito Federal, o Procon chegou a pedir a suspensão da venda das bebidas Del Valle Fresh, produzidas pela Coca-Cola, até que os rótulos do produto fossem alterados. Segundo o órgão, a publicidade das bebidas induz o consumidor ao erro, "ao fazê-lo acreditar se tratar de suco uma bebida que não possui concentração suficiente da fruta para ser caracterizada sequer como refresco ".

Natura, única na discussão eleitoral

A polarização política também afastou as marcas de temas sensíveis, como a defesa de grupos minorizados. A única que, sutilmente, entrou na discussão foi a Natura. Às vésperas do 1º turno, a empresa de cosméticos veiculou, durante o intervalo de dois debates dos candidatos à Presidência, um comercial onde perguntava o que os postulantes ao cargo fariam para frear o desmatamento da floresta amazônica. Nenhum deles respondeu.

Marcas desembarcam do Flow

Com o crescimento dos podcasts no país, muitas marcas passaram a patrocinar programas dos mais variados assuntos. Mas um gerou uma grande polêmica: em fevereiro, o apresentador do podcast "Flow", Bruno Aiub, conhecido como Monark, defendeu a existência de um partido nazista no Brasil que fosse reconhecido por lei.

Com a repercussão negativa, diversas marcas que possuíam (ou que tiveram) relações comerciais com os Estúdios Flow anunciaram que não fariam mais ações publicitárias com a empresa. No fim das contas, Monark foi desligado da empresa da qual era sócio. O Flow, atualmente, tem mais de 5 milhões de inscritos no YouTube.

Luva de Pedreiro: vai ou não vai?

Iran Ferreira, conhecido como Luva de Pedreiro, conquistou milhões de seguidores com vídeos nas redes sociais - só no Instagram, o jovem possui 20 milhões de fãs. Virou estrela de marcas como Amazon, Pepsi e McDonald's e esteve na final da Champions League (o campeonato europeu de clubes).

Mas as polêmicas permearam o ano do influenciador, que rompeu com o antigo agente. Luva ainda chegou a apagar todos os vídeos de suas redes sociais e anunciar que daria um tempo na carreira, antes de reaparecer na Copa do Mundo do Qatar, onde participou de uma série de vídeos para a Adidas.