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OPINIÃO

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Ações da Taesa podem proteger seu dinheiro em cenários turbulentos?

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Imagem: Getty Images
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Márcio Anaya

Jornalista especializado em Economia, com pós-graduação em Mercado de Capitais pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – USP. Trabalhou como repórter e editor de companhias abertas por cerca de 20 anos, integrando as redações da Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Atua desde 2018 como colaborador de portais de investimento e entidades sem fins lucrativos

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/06/2022 09h00

Esta é a versão online resumida da edição desta semana da newsletter A Companhia, que analisa se é o momento ou não de comprar ações da Taesa e pontos positivos e negativos da empresa. Na newsletter completa, apenas para assinantes, veja perspectivas da empresa, para qual perfil é indicada, se ela está barata e quais os valores de compra e venda recomendados. Para assinar o boletim semanal e ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

Nesta semana, o destaque na newsletter A Companhia é a Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica), escolhida pelo time de Research do PagBank.

Os analistas da instituição destacam que o setor elétrico está entre os mais resistentes em cenários de alta volatilidade. Por isso, as ações da Taesa são uma boa opção para compor carteiras defensivas.

"Trata-se de um segmento altamente regulado, no qual as empresas em geral estão expostas a contratos de longa duração e com certas garantias de repasse da inflação", diz o banco.

O PagBank lembra que as transmissoras não são impactadas quando há redução no consumo de energia por parte de empresas ou famílias, pois a remuneração depende apenas da disponibilidade das linhas de cada grupo, e não do volume transportado.

Após valorização de 22,3% em 2021, as units (cesta de ações) da Taesa (TAEE11) acumulam alta de 18,2% neste ano, até 2 de junho, segundo dados da plataforma de informações financeiras Economatica.

Saiba mais sobre a Taesa

Trata-se de uma das maiores empresas privadas do segmento de transmissão de energia elétrica do país, presente em 18 estados e no Distrito Federal, com um total de 40 concessões.

O grupo tem atualmente 14.014 km de linhas de transmissão (12.122 km em operação e 1.892 km em construção) e 101 subestações.

Entre 2006 e 2021, o volume de dividendos pagos pela companhia alcançou R$ 11,2 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, a Taesa obteve um lucro líquido contábil de R$ 560 milhões, com leve alta de 0,7% na comparação anual.

Por que as ações da Taesa são uma oportunidade para investir?

O segmento de transmissão é o mais previsível e estável do setor elétrico, conferindo maior segurança aos investidores, destacam os analistas do PagBank.

Eles afirmam ainda que, devido às características dos contratos, tais empresas conseguem repassar aos preços o custo da inflação, o que torna as transmissoras uma boa alternativa para proteção do capital.

Tal particularidade ficou clara nos resultados da Taesa no primeiro trimestre deste ano, quando o Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) regulatório avançou 43,5% na comparação anual, impulsionado pelo IGP-M (índice de inflação) nos reajustes dos contratos.

Essa resiliência nos resultados e na geração de caixa, possibilitada pela longa duração de seus contratos e pelos reajustes da inflação, conferem às ações da Taesa a fama de serem boas pagadoras de dividendos" Equipe de análise do PagBank

Pelos cálculos da instituição, a companhia já entregou um "dividend yield" (métrica que calcula o retorno anual que o investidor recebe em forma de dividendos) de 9,1% nos últimos 12 meses.

Os especialistas lembram que, em maio, a Taesa concluiu a energização da linha de transmissão de Aimorés (em conjunto com a ISA Cteep), em Minas Gerais, e está construindo outras quatro linhas - que devem adicionar um total de R$ 424 milhões de RAP (Receita Anual Permitida, a remuneração recebida pelas transmissoras pela prestação do serviço).

Três dessas linhas estão em fase de conclusão: Paraguaçu, já 97% finalizada; Ivaí, com índice de 95%; e Sant'Ana, com 85%.

Pontos a favor

  • Contratos longos e com previsibilidade de remuneração;
  • Receitas corrigidas pela inflação;
  • Fluxo de caixa recorrente e expressivo;
  • Setor com poucos concorrentes.

Pontos contra

  • Crescimento depende da vitória em novas licitações;
  • Eventuais problemas nas linhas de transmissão de energia;
  • Risco de interferência do governo no setor elétrico.

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