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A Companhia

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Ação da empresa de rodovias CCR sobe 13% no ano e tem boas perspectivas

Julia Chequer/Folhapress
Imagem: Julia Chequer/Folhapress
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Márcio Anaya

Jornalista especializado em Economia, com pós-graduação em Mercado de Capitais pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – USP. Trabalhou como repórter e editor de companhias abertas por cerca de 20 anos, integrando as redações da Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Atua desde 2018 como colaborador de portais de investimento e entidades sem fins lucrativos

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/08/2022 10h39

Esta é a versão online parcial da edição desta semana da newsletter A Companhia, que analisa se é o momento ou não de comprar ações da CCR e pontos positivos e negativos da empresa. Na newsletter completa, apenas para assinantes, veja perspectivas da empresa, para qual perfil é indicada, se ela está barata e quais os valores de compra e venda recomendados. Para assinar o boletim semanal e ter acesso ao conteúdo completo, clique aqui.

O destaque da semana na newsletter A Companhia é a CCR, escolhida por Matheus Jaconeli e Bruna Sene, analistas da Nova Futura Investimentos.

Segundo os especialistas, a empresa é uma das líderes em concessões rodoviárias e, com o reaquecimento econômico, tende a se beneficiar diante do uso maior das estradas para escoamento logístico —o que aumenta a receita com pedágios.

Eles lembram ainda que o grupo deve colher frutos do recente período de férias, o que tradicionalmente impulsiona o fluxo nas rodovias.

"Quanto aos fundamentos, a companhia apresentou um ótimo balanço, reduzindo a alavancagem e ampliando a lucratividade", diz Jaconeli. No primeiro trimestre, a CCR teve lucro líquido de R$ 3,45 bilhões, cinco vezes o registrado em igual período de 2021.

O próximo demonstrativo financeiro da empresa, referente ao segundo trimestre, será divulgado em 11 de agosto.

Após queda de 12,8% em 2021, as ações da CCR (CCRO3) acumulam alta de 13% neste ano, até 28 de julho.

Saiba mais sobre a CCR

A companhia atua na gestão de rodovias no Brasil, com concessões concentradas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O grupo tem também negócios ligados a aeroportos, mobilidade e serviços na área de engenharia, tecnologia e administração, sendo um dos maiores players do setor de infraestrutura da América Latina.

A CCR foi a primeira a ingressar no Novo Mercado da Bolsa (em 2002), segmento no qual as empresas adotam, voluntariamente, práticas de governança corporativa adicionais às que são exigidas pela legislação.

Por que as ações da CCR são uma oportunidade para investir?

Jaconeli diz que os papéis de empresa são uma boa alternativa porque estão em um patamar de preço bastante descontado (barato).

Além disso, afirma que a companhia apresenta uma série de fundamentos importantes que se mostram favoráveis. Ele destaca a dívida líquida/Ebitda de apenas 1,87. O índice reflete o nível de alavancagem da CCR - considerado baixo.

Cita também o resultado atrativo em termos de retorno sobre o patrimônio líquido, de aproximadamente 30%.

"É uma forma de estar exposto à economia brasileira sem os componentes muito cíclicos do setor de varejo, por exemplo", diz o analista.

Pontos a favor

  • Está entre as maiores empresas de gerenciamento de rodovias e infraestrutura do Brasil, com grande presença geográfica, o que é importante em um país onde o transporte é majoritariamente rodoviário;
  • Dados de mobilidade seguem avançando, e a atividade econômica tende a aumentar ao longo do ano, o que beneficia os negócios da CCR;
  • Baixa alavancagem financeira, o que deixa a companhia bem posicionada mesmo com a alta dos juros.

Pontos contra

  • A economia deve crescer menos em 2023, o que reduz a mobilidade derivada do comércio e a entrega de bens por meio de rodovias - negócio que representa o maior percentual de receita da companhia;
  • Risco de haver governos que priorizem o investimento público, o que pode impactar os negócios no longo prazo, pois o grupo se beneficiou muito de concessões e parcerias em infraestrutura com foco no setor privado.

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