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Fuja de erros mais comuns de quem investe na crise para não ficar sem nada

Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

11/05/2020 04h00

Crise financeira nunca é uma boa notícia para a população. O desemprego aumenta, o número de dívidas cresce, a instabilidade financeira parece que nunca acaba. Muita gente sofre durante esse tempo. Poucas são as pessoas que passam pela crise tranquilas com as finanças.

Quem tem dinheiro durante a crise pode encontrar boas oportunidades de investimento com preços baixos. É a chance de construir um patrimônio sólido em pouco tempo. Porém, alguns erros bastante comuns podem transformar essa chance num enorme pesadelo. Separei os erros mais comuns e que você não deve cometer se deseja investir em época de crise.

O primeiro e mais grave erro é aplicar o dinheiro que pode vir a fazer falta no seu orçamento. Sua reserva de emergência (valor guardado para socorrê-lo caso algum imprevisto ocorra) deve estar formada e com um valor mais alto que o usual.

Caso você precise de grana e seu dinheiro esteja em investimentos, pode acontecer de sacar esse valor com prejuízo e aí todo o seu plano vai por água abaixo. Além disso, caso use o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito, todo o rendimento ganho nas suas aplicações será corroído pelos juros do banco.

Conheça todos os riscos envolvidos no investimento que você escolheu. Alguns ativos podem ter prejuízo caso você precise tirar seu dinheiro antes do vencimento e outros impedem o resgate antes da data acordada.

Investimentos de renda variável como fundos imobiliários, ações, fundos de ações e alguns fundos multimercado podem levar a um grande prejuízo no curto prazo. O ideal é comprar esses ativos sempre pensando no longo prazo - período de 10 anos ou mais.

Sempre fique atento à qualidade do investimento que você compra. É muito comum a imprensa e influenciadores alardearem grandes oportunidades de lucro sobre investimentos com altos riscos e fundamentos muito ruins. Se for comprar uma ação, estude sobre a empresa que está por trás do papel. Cuidado com empresas que apresentam grandes prejuízos em suas operações e grande queda no seu setor de negócios.

Não caia nas promessas de dinheiro rápido. Algumas dessas oportunidades são golpes disfarçados e outras são formas de investimento comprovadamente ineficazes para o pequeno investidor, como, por exemplo, o day trade (compra e venda de ações no mesmo dia na bolsa com intuito de ganhar dinheiro na diferença de preços).

Caso não tenha nenhuma experiência com investimentos, vá com calma. Comece na renda fixa e mesmo sabendo que não vai ganhar tanto dinheiro quanto na renda variável, seguindo esse caminho você cria uma base sólida para seu patrimônio e evita surpresas e prejuízos.

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UOL Notícias

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL