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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Como eu diversificaria meus investimentos e aplicaria R$ 10 mil

Getty Images/iStockphoto/Arte/UOL
Imagem: Getty Images/iStockphoto/Arte/UOL
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Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

12/08/2021 04h00

"Quanto dinheiro preciso para começar a investir?" Essa é uma das dúvidas mais comuns de todo investidor iniciante. A verdade é que com R$ 1 você já tem acesso a várias opções de ativos que rendem mais que a poupança (com os CDBs de liquidez diária dos bancos digitais). Porém, para quem deseja começar uma carteira com mais diversificação, rentabilidade e diversos ativos diferentes, é necessário um pouco mais de dinheiro.

Um exercício que gosto de fazer com meus alunos é simular o que eu faria se tivesse R$ 10 mil para investir. Atenção, não se trata de recomendação ou indicação de compra de ativos. O que você precisa entender é a lógica que existe por trás da composição de uma carteira de investimentos. Vou dividir esses R$ 10 mil em três partes. Uma parte para investimentos de renda fixa, a segunda para ações e a terceira para fundos imobiliários.

Primeira parte - Renda fixa

Separaria R$ 3.000 para investir em Tesouro Selic ou algum CDB de liquidez diária que renda pelo menos 100% do CDI. Esses investimentos são ideais para montar sua reserva de emergência (valor que fica separado para cobrir despesas não planejadas) e para objetivos de curto prazo.

Caso já tenha a reserva de emergência pronta, você pode buscar mais opções dentro da renda fixa como o Tesouro IPCA (ideal para o longo prazo) ou CDBs com vencimento mais longo. Essas opções têm mais rentabilidade, porém precisam imobilizar seu dinheiro por mais tempo.

Segunda parte - Ações

Eu investiria R$ 6.000 divididos em 3 grandes empresas da Bolsa, as grandes pagadoras de dividendos. Normalmente, esses tipos de empresa são menos voláteis e com menos riscos que empresas que estão em fase de crescimento.

Como essas corporações já atingiram uma boa fatia do mercado, não precisam investir tanto em seu crescimento e por esse motivo grande parte do lucro das operações pode ser distribuída aos acionistas. Exemplos de ações com essas características são os grandes bancos e empresas do setor elétrico.

Terceira Parte - Fundos imobiliários

Os últimos R$ 1.000, eu reservaria para investir em fundos imobiliários (FII). Os FIIs são ativos negociados na Bolsa que investem em imóveis. A vantagem deles é que têm menos volatilidade que as ações e, assim como imóveis que você compra e aluga para um inquilino, eles lhe pagam renda mensal. Alguns FIIs diversificam o dinheiro entre vários imóveis e vários inquilinos diferentes. Isso traz muito mais segurança para o investidor.

Antes de tomar qualquer decisão com seu dinheiro, estude muito bem cada ativo e tenha ciência dos riscos que eles possuem. Diversificar e entender os riscos é o primeiro passo para ter sucesso no longo prazo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL