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Terminei de montar minha reserva de emergência; qual o próximo passo?

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Imagem: Getty Images
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Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

05/10/2021 04h00

Você já deve ter se cansado de tanto ouvir que o primeiro passo para começar nos investimentos é pela reserva de emergência, certo? Faça seu planejamento financeiro, analise o que está muito acima do seu padrão de vida, corte gastos desnecessários, procure fontes de renda extra e calcule o valor de 6 meses dos seus gastos mensais para fazer sua reserva.

Até aí, sem novidades, porém o que vem depois disso ainda gera muitas dúvidas. Qual o próximo passo? Onde investir? De quanto preciso para começar? Hoje vou ajudar nos seus primeiros passos nos investimentos.

Renda fixa

Existem diversos investimentos na renda fixa e cada um tem sua finalidade. Alguns são de curto prazo, outros de longo prazo, e o interessante é que você saiba a diferença entre eles e, assim, consiga ter uma carteira bem diversificada.

Sua reserva de emergência, assim como o dinheiro que você está guardando para seus objetivos de curto prazo, como trocar de carro daqui uns 6 meses ou fazer uma viagem com a família dentro de um ano, devem ser investidos em um ativo que não tenha oscilação de valor, que seja seguro e que você possa sacar a hora que desejar. Investimentos com essa característica são o Tesouro Selic e CDBs com liquidez diária.

Dessa forma, você tem a certeza de que quando precisar do dinheiro, seja antes ou depois da data que se programou para usá-lo, terá acesso facilmente a ele.

Outros investimentos

Se o seu objetivo é investir pensando um pouquinho mais longe e já com alguma ideia de data para usar a grana, por exemplo: no 2º semestre de 2023 fazer um intercâmbio, ou casar no mês de maio de 2024, então pode procurar investimentos que não tenham liquidez, ou seja, que você não consegue sacar antes da data de vencimento daquele título.

Existem vários investimentos assim, como CDBs, LCIs e LCAs, e o que eles têm em comum é que quanto mais tempo o seu dinheiro ficar investido, maior vai ser o rendimento dele. Para colocar sua grana nesses investimentos, tenha certeza de que não precisará do dinheiro antes do vencimento.

Longo prazo

Já para objetivos de longo prazo, temos muitas opções, como o Tesouro IPCA, que garante que o seu dinheiro não vai perder valor para a inflação e ganhará um pouco acima dela. Além disso, na renda variável temos uma variedade boa de ativos.
Os ETFs são ótimos para quem está querendo começar nas ações e ainda não sabe muito bem como escolher. Isso porque esse tipo de investimento é como uma cesta cheia de ações. Você não precisa se preocupar em saber sobre fundamentos, cotação ou riscos, pois tem um gestor que cuida dos ativos para você.

Temos os FIIs, que são similares aos ETFs, porém são repletos de imóveis que são locados para os melhores inquilinos do país. Desse jeito você recebe todos os meses um pedacinho do valor pago por esses inquilinos também.

Para o iniciante

Se você está começando, todos esses investimentos são ótimos e farão com que você tenha uma carteira bem completa e diversificada, pois você terá o Tesouro Selic e/ou CDBs de liquidez diária para sua reserva de emergência, CDBs, LCIs e LCAs para objetivos com uma data mais certa no médio prazo e para o longo prazo vai ter Tesouro IPCA, ETFs e FIIs. Ou seja, tem para tudo que é gosto e data e o melhor é que esses investimentos todos são bem acessíveis.

Se desejar investir R$ 500 por mês, poderá comprar um pouquinho de cada um e ainda sobra dinheiro. Fazer sua reserva de emergência é o primeiro passo e não faltam opções para você investir.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL