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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Por que Bolsonaro é tão ruim para o Brasil?

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

16/04/2021 04h00

Sabe quem é o maior responsável pela crise econômica chegar a este tamanho e o Brasil estar este caos? O presidente Jair Bolsonaro! Neste artigo e no vídeo a seguir, vou mostrar a você três motivos de o Bolsonaro ser ruim para o Brasil.

Esta é a minha opinião, mas vale lembrar que criticar um governo não posiciona ninguém à esquerda ou à direita do espectro político. Porém, atribui um papel que cabe a todos nós: ser o chefe que elogia o funcionário quando ele vai bem e o critica se vai mal.

E os políticos são nossos funcionários, pois somos nós que pagamos o salário deles!

Não comprou vacinas

Em alguns episódios, Bolsonaro não deu a devida importância à aquisição de vacinas e seus insumos.

Na contramão, fez os laboratórios do Exército começarem a produzir aos montes remédios duvidosos, todos sem comprovação científica no combate à covid-19 receitados no chamado "tratamento precoce", que tem levado a problemas de fígado e à morte por uso indiscriminado.

O falso dilema entre salvar vidas e garantir o sustento da população vulnerável propagado por Bolsonaro evidenciou que essa má condução não preservou nem um nem outro.

A crise econômica só dirá adeus quando voltarmos à normalidade, como comentamos aqui. E sem vacina não há essa possibilidade, de modo que ainda encararemos um longo período de desemprego elevado, infelizmente.

Maior influenciador do Brasil é um mau exemplo

O Bolsonaro não tem o tamanho da cadeira que ocupa.

Quando era um deputado do baixo clero, suas falas polêmicas tinham pouco efeito prático.

Na Presidência da República, quando fala mal de vacinas específicas, diz que a covid-19 é "só uma gripezinha", incentiva um "tratamento precoce" com remédios sem eficácia comprovada, quando não usa máscara e provoca aglomerações, ele endossa o mau comportamento da população que já está cansada de toda essa situação.

Ao se deparar com um longo ano de privações e observar Bolsonaro, o maior representante e a pessoa mais influente do Brasil, agindo como se não vivêssemos tempos difíceis, muitos decidem levar a vida adiante, já que pode parecer que ninguém mais se preocupa com isso.

Bolsonaro não pode amplificar o mau comportamento de saúde pública, bem como não deveria fomentar brigas entre lados A e B, radicalizando uma discussão que deveria ser saudável e construtiva.

Bolsonaro gera instabilidade

Tantas declarações e posturas polêmicas prejudicam a confiança e tardam em encomendar tanto o fim da pandemia no Brasil como a recuperação da economia.

Bolsonaro se colocou contra a "velha política" e falou que não faria o "toma-lá-dá-cá". Fez. E manteve-se instável, sem encaminhar reformas.

Foi um dos presidentes que mais trocaram ministros: foram 24 trocas nos primeiros dois anos e três meses de mandato, sempre jogando a culpa adiante.

Com certeza, sutileza não é característica de Bolsonaro, de modo que tudo isso poderia até ser considerado "normal". Contudo, um presidente desmedido faz com que a tensão aumente, o que não é bom, e a repercussão só causa mais instabilidade política e econômica.

Sabe quem paga essa conta? Você! Que cada vez corre mais risco de ver amigos e familiares contaminados e com a fonte de renda em risco.

Minha opinião está mais detalhada no vídeo acima.

O que você acha? Comente abaixo ou nas nossas redes sociais (Instagram ou YouTube).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL