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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Reta final do ano: o que esperar dos investimentos e onde aplicar?

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

10/11/2021 04h00

Você se pega constantemente com aquela sensação de que não sobra dinheiro no fim do mês para investir? O fim de ano pode ser uma bela ajuda nesse caso.

Além do 13º salário e até 14º em alguns casos, no fim de ano as vendas costumam acelerar, o que aumenta a renda dos autônomos, mais pessoas circulam pelas cidades, e isso ajuda os ganhos dos motoristas de aplicativos, além das bonificações.

Seja qual for seu caso, o fim de ano costuma ser a época em que mais ganhamos dinheiro. A coluna traz abaixo dicas para a reta final do ano com Eduardo Feldberg, que no canal Primo Pobre reúne mais de 500 mil seguidores em busca de informações para quem tem pouco dinheiro.

Investir ou pagar dívidas?

É bem verdade que os juros andam aumentando no Brasil, mas ainda assim a dívida não é um negócio que compensa. Apesar de a rentabilidade dos investimentos estar melhor, os juros do crédito ainda superam o retorno que o investidor consegue no mercado.

Sendo assim, se tem dívidas, a melhor saída é quitá-las. Se vai contrair alguma para pagar contas de começo de ano, o dinheiro extra de fim de ano deve ser usado para evitar a bola de neve.

Só para quem já tem um orçamento equilibrado investir é uma solução adequada.

Renda fixa

A renda fixa deve pagar cada vez mais. Em 8 de dezembro será anunciada a nova taxa de juros básica da economia, a Selic. Para conter a inflação, os juros devem sofrer uma nova alta.

Com isso, investimentos como Tesouro Direto, CDBs, LCIs e a própria poupança devem passar a pagar cada vez mais.

Os juros atualmente estão em 7,75% ao ano e há quem já espere uma alta de 1,5 ponto, ou seja, para 9,25% ao ano.

Com essa rentabilidade, os juros já passam a se aproximar da inflação corrente, que em 12 meses supera os 10%.

Dentre as opções de renda fixa, o Tesouro Selic e os CDBs com liquidez diária podem ser opções para quem está formando a reserva de emergência. Já quem tem planos futuros para o dinheiro e pode esperar até o vencimento do título, a renda fixa prefixada e que acompanha o IPCA (índice oficial de inflação no Brasil) tem pagado ótimos retornos.

Ações

Investidores mais experientes e com apetite ao risco podem se lançar no mercado acionário, que neste fim de ano tem na fila algumas ofertas movimentadas. A última anunciada foi a da fintech Nubank, a ser realizada no começo de dezembro.

No fim de ano costuma ocorrer o rali por ações, em que muitos investidores compram papéis antes da virada do ano. Em 2021, porém, analistas se dividem se a onda compradora ocorrerá, visto que há muita incerteza em torno do orçamento do governo para 2022 e sobre o estouro do teto de gastos.

Na dúvida e na incerteza, muitos investidores preferem se manter de fora do mercado.

Além disso, o ano que vem é marcado por eleições o que deve trazer bastante volatilidade aos mercados. Se for aplicar, tenho apenas uma certeza: é preciso ter sangue frio para aguentar o sobe e desce de negócios em que realmente acredita.

Você vai investir o dinheiro neste fim de ano? No bate papo acima conversamos com Feldberg sobre como foram os investimentos até aqui e o que esperar para o fim de ano.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL