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Entenda o que é renda fixa e o que é renda variável nos investimentos

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

14/04/2022 04h00

Renda fixa ou renda variável? Qual é o melhor investimento? Já ouviu falar do Tesouro, dos CDBs, LCIs, ações e fundos imobiliários, mas ainda não está tão claro em que e como investir? Neste artigo, vou traduzir o que é renda fixa e renda variável, exatamente como mostro no vídeo a seguir, que faz parte da série Dicionário do Investidor.

O que é renda fixa?

Para entender de uma vez por todas o que é um investimento de renda fixa, basta pensar em uma dívida, um financiamento ou um empréstimo.

Só que em vez de você pegar dinheiro emprestado e ter que pagar juros, é você quem empresta a grana e recebe esses juros em forma de rendimentos, que são os pagamentos por ter emprestado suas economias.

Então, um investimento de renda fixa é uma aplicação no que é chamado "título de dívida". É você que vai emprestar seu dinheiro para um banco ou para o próprio governo, que se comprometem a devolver tudo lá na frente, em uma data combinada.

A rentabilidade, que é o pagamento pelo seu empréstimo, também é combinada na hora da aplicação.

Quais são os investimentos da renda fixa?

Os investimentos mais famosos da renda fixa são:

  • Tesouro Direto (Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA);
  • CDB;
  • RDB;
  • Contas digitais remuneradas, como a Nuconta;
  • LCI e LCA;
  • CRI e CRA;
  • Debênture;
  • Poupança, que apesar de ser um investimento, tem rentabilidade abaixo de todas as demais opções.

O que é renda variável?

Ao contrário da renda fixa, na renda variável você não está emprestando seu dinheiro para ninguém. Ao investir nisso, normalmente se torna sócio de alguma coisa e não tem nenhuma garantia de rendimento.

Os investimentos de renda variável mais comuns são as ações, que representam exatamente um pedacinho na sociedade de uma empresa, e os fundos imobiliários, que ao investir nisso você e outros investidores dividem as receitas dos aluguéis, já que são donos de vários imóveis.

Nos dois casos, tanto nas ações como nos fundos imobiliários, as empresas e os imóveis podem subir ou cair de preço, mas não é por isso que eles se chamam "renda variável".

Eles têm esse nome porque os rendimentos, que são os lucros da empresa e as receitas dos aluguéis, são variáveis. Em um mês pode ser mais, no outro menos, e em alguns pode até ser zero. Literalmente, pode até não render nada.

Lá na renda fixa, os rendimentos são previsíveis porque você já sabe como, quando e quanto vai receber por mês já na hora da aplicação, principalmente se for uma aplicação prefixada.

Entendeu a diferença?

Qual rende mais? A renda fixa ou a variável?

Embora os rendimentos das aplicações de renda variável sejam incertos, ao escolher bons investimentos, eles têm potencial de maiores ganhos totais que os de renda fixa.

Por outro lado, com a Selic elevada, atualmente está difícil superar os rendimentos da renda fixa, que ainda contam maior previsibilidade e segurança, além de menor volatilidade. No vídeo do topo deste artigo, mostrei algumas simulações de quanto pode render cada um desses investimentos.

Quanto rendem R$ 100 todo mês no Tesouro Direto?

Essa é uma pergunta comum no Econoweek. Por isso, fiz uma simulação de quanto rendem R$ 100 por mês no Tesouro Selic, cuja rentabilidade está maior que a dos demais investimentos do Tesouro Direto, mesmo sendo o investimento mais seguro do Brasil.

É possível conferir essa simulação no vídeo a seguir. Ele faz parte da série Mapa do Tesouro Direto, que vai te deixar expert nesse tipo de investimento.

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