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Presidente do BC diz que vai manter programa de intervenção no câmbio

Do UOL, em São Paulo

05/12/2013 14h20

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira (5) que o programa de intervenções diárias no mercado de câmbio do BC será estendido.

"Aproveito a oportunidade para informar que, com alguns ajustes, o Banco Central estenderá o programa de oferta de hedge cambial no futuro", afirmou Tombini, que participa de evento da Febraban, em São Paulo.

"O Banco Central tem atuado e vem oferecendo proteção cambial aos agentes econômicos e liquidez ao mercado de câmbio. Em 2014 o Banco Central não sairá de cena nesse mercado", disse o presidente do BC em seu discurso.

Ele afirmou ainda que as autoridades nacionais podem adotar mais medidas para minimizar os efeitos da instabilidade do mercado internacional.

No final de agosto, o Banco Central anunciou um programa de intervenções diárias no mercado de câmbio, para tentar controlar a forte oscilação da cotação do dólar. As intervenções são feitas por meio de leilões.

De segunda a quinta, são realizados leilões equivalentes à venda de dólares no mercado futuro; às sextas, são feitos leilões de venda de dólares com compromisso de recompra.

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Fim do estímulo nos EUA preocupa investidores no mundo todo

Nos últimos meses, os investidores estão preocupados com a recuperação da economia dos Estados Unidos. Com sinais de que o país está superando a crise, o Federal Reserve (Fed), banco central do país, começou a avaliar uma redução em seu programa de estímulos.

Atualmente, o Fed injeta US$ 85 bilhões nos mercados, em um programa conhecido como QE3. O BC americano tem utilizado uma ferramenta clássica de política econômica para fazer essa injeção de recursos: a compra de títulos públicos (pedaços da dívida estatal, vendidos pelo Tesouro dos EUA) em mãos de investidores e bancos.

Sem essa enxurrada de dólares e com juros mais altos nos EUA, os investidores tendem a preferir opções consideradas mais seguras, e tirar recursos de países emergentes.

Dólares baratos que alimentaram um boom no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul na última década diminuíram desde que o Fed alertou, em maio, sobre a redução do esquema de compra de títulos dos EUA. (Com Reuters)

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