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Dólar sobe 0,15% e fecha a R$ 3,524, após duas quedas seguidas

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (27) em alta de 0,15%, cotado a R$ 3,524 na venda, após duas quedas seguidas. 

Na véspera, o dólar havia fechado em queda de 0,83%.

Foi o terceiro dia consecutivo em que o Banco Central não atuou no mercado de câmbio. 

O mercado também foi influenciado pela cena política do país, à espera dos próximos passos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. No exterior, o banco central norte-americano decidiu não mexer na taxa de juros do país e sinalizar que terá cautela ao aumentá-la. No Brasil, o BC define os juros na noite de hoje.

Cenário político

Os investidores continuavam atentos aos próximos passos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, que poderá afastá-la do cargo.

Com a ressalva de que não divulgará a nova equipe até a decisão do Senado, o vice-presidente Michel Temer admitiu que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles é o nome que tem para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo.

A comissão especial do Senado que analisará o impeachment foi instalada ontem, com a eleição de Raimundo Lira (PMDB-PB) para a presidência e do tucano Antonio Anastasia (MG) para a relatoria. 

Ausência do BC

Pelo terceiro pregão consecutivo, o BC não anunciou ações no mercado cambial.

Desde a semana passada, a autoridade monetária já vinha tirando o pé do acelerador, depois de atuar intensamente no mercado sobretudo por meio de leilões de swaps cambiais reversos, equivalentes a compra futura de dólares.

Copom decide juros 

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decide hoje a Selic, a taxa básica de juros do país. Esse é o terceiro encontro neste ano.

A taxa está em 14,25% ao ano desde julho do ano passado. Nas últimas cinco reuniões, o BC decidiu manter a Selic no mesmo nível.

A tendência é que isso aconteça novamente hoje, na opinião da maioria dos analistas de mercado consultados pelo BC para o Boletim Focus. Os economistas acreditam que a taxa deve começar a cair no fim de agosto, até fechar este ano a 13,25%. 

Juros nos EUA 

Nos Estados Unidos, o Fed manteve a taxa de juros do país nesta tarde entre 0,25% e 0,50%, mas sinalizou confiança na perspectiva econômica do país, deixando a porta aberta para uma alta em junho. 

"Como a decisão (do Fed) adia qualquer possibilidade de aumento de juros, o mercado tira aquele peso das costas, porque infelizmente quando houver novos aumentos sabemos que isso vai mexer com o dinheiro no mundo inteiro, e aqui nos emergentes em geral mais ainda", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Juros mais altos nos EUA podem levar a saída de recursos de mercados como o Brasil.

(Com Reuters)

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