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Dólar cai e fecha a R$ 3,44, menor valor em 9 meses; em abril, recua 4,34%

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial emendou a segunda queda seguida e fechou esta sexta-feira (29) com baixa de 1,64%, cotado a R$ 3,44 na venda, apesar de o Banco Central voltar a atuar no mercado de câmbio. Na véspera, a moeda norte-americana havia recuado 0,76%.

Esse é o menor valor de fechamento em nove meses. Em 31 de julho de 2015, o dólar terminou o dia valendo R$ 3,425.

Com isso, o dólar encerra a semana com desvalorização de 3,65%. No mês, a queda foi ainda maior, de 4,34%. No ano, a moeda acumula perda de 12,86%.

Crise política

Os investidores continuavam de olho nos desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Hoje, o governo apresentou sua defesa na comissão especial que analisa o tema no Senado, com a participação dos ministros José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União), Nelson Barbosa (Fazenda) e Kátia Abreu (Agricultura). Na véspera, a comissão havia ouvido a acusação.

O mercado também aguardava a sinalização de novos nomes para compor o governo Michel Temer em caso de afastamento da presidente Dilma. O PSDB, principal partido da oposição, acertou apoio ao eventual novo governo.

Atuação do BC

Após ficar ausente por quatro pregões consecutivos, o Banco Central voltou a atuar no mercado de câmbio nesta sessão. A atuação ajudou a impedir que o dólar se desvalorizasse ainda mais no dia.

O BC realizou quatro leilões de swap cambial reverso (contratos equivalentes à compra futura de dólares). À tarde, foram ofertados contratos de swap tradicional (oposto do swap reverso e equivalente à venda de dólares no futuro) com compromisso de recompra.

Juros nos EUA

No exterior, também influenciou a cotação do dólar a divulgação de dados sobre a economia dos Estados Unidos que mostraram desaceleração da inflação no país em março.

Com isso, analistas veem como menos provável que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) aumente a taxa de juros duas vezes este ano.

Juros mais altos nos EUA podem atrair para lá recursos atualmente investidos em mercados emergentes, como o Brasil.

(Com Reuters)

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