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Bolsa tem 5ª queda seguida, em dia de leilões de petróleo e hidrelétricas

Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (27) em queda de 0,7%, a 73.796,71 pontos. É a quinta baixa seguida, a pior sequência de quedas desde maio de 2016. Na véspera, a Bolsa caiu 0,17%. 

O movimento de ajuste após os recordes recentes da Bolsa ocorre puxado por preocupações em relação à cena política e ao andamento das reformas, em dia marcado por leilões de áreas de petróleo e gás e hidrelétricas.

A sessão foi influenciada, principalmente, pelo desempenho negativo dos papéis da Petrobras (-1,61%), da Ambev (-0,38%) e dos bancos Bradesco (-1,05%) e Banco do Brasil (-0,51%). As ações da mineradora Vale (+1,37%) subiram, enquanto as do Itaú Unibanco (+0,07%) terminaram quase estáveis. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Dólar fecha em alta, a R$ 3,193

dólar comercial fechou em alta de 0,84%, cotado a R$ 3,193 na venda. É a terceira alta seguida da moeda, que subiu 0,29% na véspera, e o maior valor desde 14 de agosto (R$ 3,202).

Os investidores acompanharam hoje os leilões de petróleo e de usinas de energia. As quatro usinas da Cemig oferecidas em leilão de concessão nesta quarta-feira foram arrematadas por empresas estrangeiras. A arrecadação ficou em R$ 12,13 bilhões, acima dos R$ 11 bilhões previstos pelo governo, e deve ser importante para ajudar a União a cumprir a meta para as contas públicas deste ano. As ações da Cemig fecharam em baixa de 1,61%, a R$ 7,92. 

No cenário político, o presidente Michel Temer foi oficialmente notificado nesta quarta-feira, pela Câmara dos Deputados, sobre a nova denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça. O mercado acompanha como isso influenciará o andamento de reformas, principalmente a da Previdência. 

O cenário externo também influenciou a sessão. A presidente do banco central norte-americano, Janet Yellen, reforçou na véspera a possibilidade de mais uma alta nos juros do país neste ano. Juros mais elevados tendem a atrair aos Estados Unidos recursos hoje aplicados em outras economias, como a brasileira. 

(Com Reuters)

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