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Bolsa fecha em baixa de 2,59%, maior queda em mais de 8 meses

Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (5) em queda de 2,59%, a 81.861,09 pontos. É a maior baixa percentual diária da Bolsa desde 18 de maio de 2017 (-8,8%). Na sexta-feira (2), o índice caiu 1,7%.

O resultado foi influenciado, principalmente, pelo exterior. Diversas Bolsas internacionais fecharam em queda diante de especulações sobre uma quarta alta dos juros nos Estados Unidos neste ano --antes, eram previstas apenas três. Juros maiores nos EUA podem atrair para lá recursos aplicados em outras economias, como a brasileira.

Puxaram a Bolsa o desempenho negativo das ações da Petrobras (-4,66%), do Itaú Unibanco (-3,51%), do Banco do Brasil (-2,98%), do Bradesco (-1,61%), da Ambev (-1,5%) e da mineradora Vale (-1,1%). Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Além disso, investidores estavam cautelosos diante da falta de apoio político do governo para aprovar a reforma da Previdência. A proposta, cuja votação está marcada para 19 de fevereiro na Câmara dos Deputados, é considerada essencial pelo mercado para colocar as contas públicas em ordem.

Dólar sobe 1,01%, a R$ 3,247

dólar comercial fechou em alta de 1,01%, cotado a R$ 3,247 na venda. É o segundo avanço seguido da moeda norte-americana e o maior valor de fechamento desde 2 de janeiro (R$ 3,26). Na sexta-feira (2), o dólar havia subido 1,44%.

(Com Reuters) 

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