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Dólar tem oscilado mais neste ano que nas 3 últimas eleições, mostra estudo

Do UOL, em São Paulo

23/08/2018 17h48

O dólar passou de R$ 4 nesta semana, algo que não acontecia desde fevereiro de 2016. Além do cenário externo tumultuado, com a disputa comercial entre China e EUA, o motivo são as incertezas sobre o próximo governo brasileiro. O mercado financeiro tem reagido após a divulgação de pesquisas eleitorais, especialmente quando trazem resultados que desagradam os investidores. 

Apesar de esse tipo de oscilação já ter acontecido em eleições passadas, a reação dos investidores neste ano tem sido maior, mostra um levantamento feito pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). 

A oscilação do dólar entre julho e 20 de agosto, por exemplo, superou a que foi observada em igual intervalo nas últimas três eleições (2006, 2010 e 2014), como mostra o gráfico feito pela Anbima. 

"O movimento era esperado por conta das incertezas e mudanças de expectativas dos investidores durante o período eleitoral", disse a Anbima, em nota.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior do que o divulgado no câmbio comercial. 

Até onde vai a moeda?

Especialistas consultados pelo UOL afirmam que a moeda continuará bastante instável até o fim das eleições –o que significa que o valor do dólar na comparação com o real ainda vai mudar bastante. 

Dependendo da situação política, há analista que prevê dólar até R$ 5.

(Com Estadão Conteúdo)

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