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Bolsa dispara 15% na abertura, mas desacelera alta para 9%; dólar oscila

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Do UOL, em São Paulo

13/03/2020 09h18Atualizada em 13/03/2020 15h33

A Bolsa brasileira operava em alta de 9% hoje, enquanto o dólar oscilava. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, disparou na abertura, chegando a subir acima de 15%, um dia após desabar e interromper os negócios duas vezes na mesma sessão. Mas o avanço desacelerou ao longo do dia, após notícia de que os Estados Unidos vão declarar emergência nacional por causa do coronavírus.

Por volta das 15h30, a Bolsa subia 9,32%, a 79.344,23 pontos. Ontem fechou em queda de 14,78%, aos 72.582,53 pontos. A queda brusca acionou duas vezes o "circuit breaker", mecanismo automático que interrompe os negócios temporariamente em casos de grande instabilidade no mercado.

No mesmo horário, o dólar comercial subia 0,44% a R$ 4,805 na venda, depois de oscilar entre baixas e altas desde às 13h30. Na véspera, fechou em alta de 1,38% a R$ 4,786, maior valor nominal (sem considerar a inflação) de fechamento desde a criação do Plano Real.

Os sucessivos tombos nos mercados nesta semana deram uma trégua hoje, com as Bolsas da Europa e dos Estados Unidos operando em forte alta, em meio a ações de bancos centrais para tentar conter os efeitos do novo coronavírus na economia mundial.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Mercado acompanha medidas de emergência no Brasil

O mercado reage positivamente hoje a medidas de estímulo à economia para combater a crise provocada pela pandemia de coronavírus. Ontem à noite, o governo brasileiro anunciou a antecipação do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o que deve injetar R$ 23 bilhões na economia.

O Ministério da Economia também afirmou que vai propor ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) a redução do limite de taxa de juros para empréstimos consignados em folha de pagamento dos beneficiários do INSS. Na prática, isso deixaria os empréstimos mais baratos.

Hoje, declarações do ministro Paulo Guedes aumentaram a expectativa de novas medidas nos próximos dias. Guedes não descartou liberar novos de saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e retardar o recolhimento de impostos sobre a folha de pagamentos para dar fôlego a empresas.

Na mesa da equipe econômica também está a análise do que pode eventualmente ser feito em relação a recursos não sacados de Pis/Pasep. Segundo o ministro, as soluções em questão não ameaçam a busca por equilíbrio fiscal.

O ministro rebate declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia disse ontem que o plano de Guedes tem "quase nada" para combater crise do coronavírus. O ministro afirmou que ainda está formulando um pacote anticoronavírus, mas que é necessário que o Congresso também se debruce sobre as reformas que já foram enviadas pelo Executivo.

Bolsonaro não tem coronavírus

O mercado acompanhava também as informações sobre os testes de coronavírus no presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que teve resultado negativo, segundo o próprio presidente.

Um secretário que viajou com o presidente aos Estados Unidos teve confirmada infecção pelo covid-19.

Ação do BC

O Banco Central do Brasil vai recorrer a uma terceira ferramenta de intervenção no mercado de dólar hoje ao ofertar até US$ 2 bilhões por meio de leilões de linhas —venda com compromisso de recompra.

Os leilões contemplam dinheiro novo. É a primeira vez que o BC faz oferta líquida de moeda nessa modalidade desde 17 e 18 de dezembro do ano passado.

Nesta semana, o BC vendeu dólares à vista e realizou operações de swap cambial tradicional. Desde segunda-feira, já colocou US$ 7,245 bilhões em moeda à vista e injetou US$ 10,5 bilhões este ano via contratos de swap.

* Com Reuters

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