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Bolsa cai 1,73%, maior perda diária de agosto; dólar sobe a R$ 5,257

O Ibovespa já acumula queda de 2,53% em agosto, que se encaminha para ser o 2º mês negativo seguido - Cris Fraga/Estadão Conteúdo
O Ibovespa já acumula queda de 2,53% em agosto, que se encaminha para ser o 2º mês negativo seguido Imagem: Cris Fraga/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

26/08/2021 17h26Atualizada em 26/08/2021 17h36

Depois de duas altas, o Ibovespa registrou queda de 1,73% hoje, terminando o dia aos 118.723,97 pontos. É a maior perda diária desde 30 de julho, quando o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) despencou 3,08%.

Agora, o indicador acumula desvalorização de 2,53% em agosto, que se encaminha para ser o segundo mês negativo seguido para o Ibovespa.

Já o dólar voltou a subir, após emendar quatro baixas consecutivas, e fechou a quinta-feira (26) cotado a R$ 5,257 na venda, alta de 0,87% em relação a ontem. Em agosto, a moeda americana já soma ganhos de 0,90% frente ao real.

No ano, Ibovespa e dólar vão seguindo direções opostas: enquanto o indicador registra queda de 0,25%, a moeda já subiu 1,31 no ano.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Fed influenciou mercado

O desempenho do dólar reflete as expectativas dos investidores pelo discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), Jerome Powell, que acontece amanhã e pode oferecer pistas sobre quando serão reduzidos os estímulos à economia americana.

Mais cedo, o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, disse à CNBC que, até setembro, o Banco Central dos EUA estará em condições de anunciar o início da redução gradual nas compras de bônus (em inglês, "tapering"). Esse corte, acrescentou, poderia começar a ser executado "em outubro ou pouco depois disso".

Também à CNBC, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, adiantou ainda que a autoridade monetária está "se unindo" em torno de um plano para começar a reduzir os estímulos.

Seremos capazes de chegar a um bom consenso no comitê e a um bom processo de desaceleração. Parece que estamos nos unindo em torno de um plano.
James Bullard, do Fed de St. Louis

Tensão política se mantém

No Brasil, a tensão político-institucional não dá trégua, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticando decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de rejeitar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). (Assista abaixo)

A crise hídrica no país também preocupa, destacou à Reuters o economista-chefe do banco digital Modalmais, Álvaro Bandeira — em especial, o efeito sobre a inflação de potenciais aumentos nos preços da energia elétrica.

Ontem, dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que a pressão da energia levou a prévia da inflação oficial do Brasil a disparar a 0,89%, o nível mais alto para agosto em quase duas décadas.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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