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Dólar cai mais de 1%, a R$ 5,58, após abrir semana em alta; Bolsa sobe 1,8%

É a primeira vez em 2022 que o dólar fecha o dia abaixo de R$ 5,60; última vez havia sido em 30/12 - Amanda Perobelli/Reuters
É a primeira vez em 2022 que o dólar fecha o dia abaixo de R$ 5,60; última vez havia sido em 30/12 Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Do UOL, em São Paulo

11/01/2022 17h29Atualizada em 11/01/2022 18h21

Depois de abrir a semana em alta, o dólar voltou a registrar queda, esta de 1,67%, e terminou a terça-feira (11) cotado a R$ 5,58 na venda. É a primeira vez em 2022 que a moeda americana fecha o dia abaixo de R$ 5,60 — a última vez havia sido em 30 de dezembro de 2021 (R$ 5,576).

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), subiu 1,8% na sessão, chegando aos 103.778,98 pontos e recuperando-se da queda de 0,75% registrada ontem. A alta de hoje é a maior deste ano, e a segunda acima de 1%: na sexta (7), o indicador subiu 1,14%.

Com os resultados de hoje, o dólar agora tem pouca movimentação em relação a dezembro, acumulando leve alta de 0,07% nos primeiros dias de 2022. Já o Ibovespa soma perdas de 1%, depois de despencar quase 12% em 2021.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Inflação e expectativa por juros

Investidores repercutiram os dados de inflação do Brasil — acima da esperada — divulgados pela manhã pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em 2021 ficou em 10,06%, muito superior ao centro da meta estipulada pelo Banco Central (3,75%).

Com esse resultado, a inflação ao consumidor brasileiro atingiu o patamar mais alto em seis anos, mantendo a pressão sobre o BC para que contenha a alta dos preços com novos reajustes nos juros básicos da economia (Selic).

Ao longo do ano passado, a Selic passou de 2% para 9,25% ao ano, e a expectativa do mercado é de que o BC "deve continuar promovendo [altas de juros] daqui para frente", segundo comentou à Reuters Samuel Cunha, economista e sócio da H3 Invest.

Aquela ideia do começo de 2021 de que a inflação seria algo temporário veio abaixo há algum tempo. A gente deve se preocupar, porque é um dos vetores que podem e devem impactar nosso crescimento econômico.
Samuel Cunha, da H3 Invest

O atual ciclo de altas da Selic — 7,25 pontos percentuais em sete reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária — é o maior desde o período entre outubro de 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e fevereiro de 2003, quando os juros subiram de 18% para 26,5% (8,5 pontos).

(Com Reuters)

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