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Dólar fica em R$ 4,844, menor valor desde março de 2020; Bolsa sobe

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

23/03/2022 17h27

Em sua sexta perda consecutiva, o dólar teve redução de 1,44% e ficou cotado a R$ 4,844. Esse é o menor valor da moeda desde 13 de março de 2020, quando chegou a R$ 4,816. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou o dia em alta de 0,16%, aos 117.457,34 pontos — portanto, a variação mensal teve ganho de 3,81% e a anual subiu 12,05%.

A leve alta da Bolsa representa o maior valor de fechamento desde 6 de setembro de 2021, quando o índice alcançou 117.868,63 pontos. No dia seguinte, 7 de setembro, a Bolsa encerrou com a mesma quantidade de pontos, já que não operou por ser feriado nacional.

Ante a semana passada, o dólar apresentou baixa de 3,42%. No comparado com fevereiro, a moeda teve desaceleração de 6,04% e, em relação a 2021, 13,12%.

Essa semana, o dólar ficou abaixo dos R$ 5 pela primeira vez desde junho do ano passado.

Selic mais alta impulsiona real

Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), chamou a atenção para o fato de o real ter fechado ontem no menor valor em nove meses. "Naquela época [junho passado], o rali veio quando os mercados se concentraram na grande desconexão entre os preços altíssimos das commodities e um real muito fraco", afirmou em post no Twitter.

Ele diz que a mesma coisa acontece agora, com mais força e que enxerga R$ 4,50 como patamar "justo" para o dólar.

Com a guerra na Ucrânia prestes a completar um mês, vários investidores têm mostrado preocupação com possível interrupção da oferta de commodities, o que impulsionou o preço de produtos do milho ao petróleo desde o fim de fevereiro.

Nesse contexto, ativos de países exportadores de commodities vistos como menos vulneráveis às tensões geopolíticas, como os da América Latina, incluindo o Brasil, parecem ter se beneficiado. Outras moedas da região, como peso chileno, peso colombiano e sol peruano, acumulam ganhos expressivos em 2022.

Mas o real está na liderança global no que diz respeito à valorização acumulada no ano, com o patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 11,75%, servindo como impulso adicional à moeda local. Até agora em 2022, o dólar cai mais de 12%.

Especialistas explicam que juros mais altos por aqui aumentam a rentabilidade do mercado de renda fixa, tendendo a atrair mais recursos estrangeiros para o Brasil e, consequentemente, reduzir a cotação do dólar.

*Com informações da Reuters

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