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Quer investir em imóveis, mas não tem dinheiro? Pense em fundo imobiliário

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Lucas Elmor

Lucas Elmor

Sócio-diretor de Gestão da Hectare Capital, formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Juiz de Fora e Chartered Financial Analyst pelo CFA Institute, com experiência em estruturação e gestão de investimentos nos setores de logística, agronegócio, energia e imobiliário.

17/08/2020 13h13Atualizada em 08/09/2020 19h22

Faz parte da cultura do brasileiro investir em imóveis. Todos nós temos algum parente ou amigo próximo que possui uma boa parte do patrimônio, senão todo, investido em imóveis para aluguel, sejam eles apartamentos ou lojas. Trata-se de uma herança do período de hiperinflação no Brasil, que durou entre a década de 1980 e 1990, em que, devido às diversas tentativas de planos econômicos, os ativos financeiros acabaram sofrendo perdas massivas e, consequentemente, os imóveis se tornaram uma espécie de porto seguro ou reserva de valor, mais resiliente às oscilações da economia.

Contudo, esse hábito histórico do brasileiro é afetado por uma série de fatores, com destaque para liquidez, diversificação de risco e rentabilidade. Segundo o dicionário Michaelis, liquidez pode ser definida como o grau de negociabilidade de um título, ação ou bem, ou seja, sua possibilidade de conversão em dinheiro vivo a qualquer momento. Só quem já tentou vender um imóvel sabe da dificuldade que é conseguir vencer toda a burocracia para efetivar a transação e os custos envolvidos.