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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

7 coisas que você precisa saber antes de investir em ETFs

Exclusivo para assinantes UOL
Fernando Damasceno

Fernando Damasceno

Especialista em fundos na área de research do banco digital modalmais. Possui mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro. Iniciou sua carreira na consultoria de riscos Riskoffice. Foi riskmanager e gestor de fundo quantitativo da Mapfre investimentos. Foi gestor de riscos em gestoras renomadas do mercado financeiro e é atuário pela Pontifícia universidade Católica (PUC)

17/05/2021 04h00

ETF é a sigla para Exchange Traded Funds, que são fundos de investimentos que buscam replicar um índice, no entanto, com algumas características específicas que os distingue dos fundos de investimentos tradicionais, sendo eles sempre atrelados a um índice de referência, além de suas cotas serem negociadas no pregão da Bolsa de Valores como se fossem ações.

Por exemplo, o índice que segue o índice da Bolsa de Valores (Ibovespa) é o BOVA11, ou seja, se por exemplo o Ibovespa subir 10% no mês, o BOVA11 terá uma rentabilidade parecida ou muito próxima. Se o índice desvalorizar 10%, acontecerá o mesmo com este ETF.

O mercado de ETFs é muito conhecido e desenvolvido no exterior. No Brasil, foi regulamentado em 2002 e recentemente passou a ganhar mais relevância na carteira dos investidores.

O primeiro ETF brasileiro, conhecido como PIBB (ou Papéis de Índice Brasil Bovespa), existe desde 2004 e replica o IBrX-50 —índice formado pelas 50 ações mais negociadas e representativas da Bolsa brasileira, e é administrado pelo Itaú.

Nos últimos anos, uma série de novos ETFs foram lançados no país, referenciados em índices como Ibovespa, Índice de Governança Corporativa (IGC), Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), Índice de Dividendos (IDIV) e até S&P 500, um dos principais índices do mercado americano de ações.

Também existem hoje ETFs que têm como base índices de renda fixa, como o IMA-B, que acompanha o desempenho de títulos públicos atrelados à inflação.

Antes de investir em um ETF, você precisa conhecer quais são as suas características. Assim, você pode verificar se elas estão alinhadas com os seus objetivos como investidor. Conheça cada uma delas:

Gestão Passiva: a rentabilidade está atrelada a um índice de referência da renda variável como, SMLL, IBOV e IDIV. Então, a composição do ETF é ajustada com o objetivo de resultado igual ou superior ao referencial.

Diversificação: esta é uma das características mais interessantes deste investimento. Com apenas uma cota, você tem acesso a diversas ações.

Custos: os custos das cotas são bem acessíveis. Hoje, você encontra bons ETFs a partir de R$ 50. O lote mínimo de compra é de 10 cotas.

Liquidez: os ETFs são negociados diariamente na Bolsa de Valores. Então, é fácil adquirir ou vender as suas cotas a qualquer momento.

Acessibilidade: as negociações são realizadas diretamente no home broker. Assim, você pode fazer as suas operações sem sair de casa.

Tributos: os ETFs estão sujeitos ainda à incidência de Imposto de Renda. A alíquota é a mesma aplicada sobre o mercado de ações em geral: 15% sobre os ganhos. A diferença é que, no caso dos ETFs, não há isenção de Imposto de Renda para quem realiza vendas na Bolsa de Valores de até R$ 20 mil mensais. Esse é um benefício disponível apenas para quem negocia ações diretamente.

Embora os ETFs sejam fundos, o recolhimento do Imposto de Renda no caso dos produtos de renda variável não acontece na fonte. É responsabilidade do investidor calcular o valor do tributo devido em caso de ganhos no momento da venda das cotas e realizar o pagamento por meio de um Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF) até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Já nos ETFs de renda fixa, o imposto de 15% é retido na fonte, com recolhimento pela corretora intermediadora.

Transparência: todas as documentações são disponibilizadas ao investidor. Portanto, você sabe tudo o que acontece no seu fundo de índice.

A escolha do ETF deve obedecer a alguns critérios. Em primeiro lugar, o investidor deve verificar se o produto está adequado ao seu próprio perfil de risco.

Se esse for o caso, é hora de escolher a alternativa mais condizente com os objetivos e os conhecimentos de cada investidor.

Como existe uma variedade de ETFs, que refletem diferentes tipos de indicadores do mercado, vale a pena dedicar algum tempo para estudar as perspectivas para cada um.

Veja aqui lista abaixo quais são os ETFs listados na Bolsa com maior liquidez e seus códigos (ticker).

  • BBSD11: BB ETF S&P Dividendos Brasil Fundo de Índice
  • XBOV11: Caixa ETF Ibovespa Fundo de Índice
  • IVVB11: Ishares S&P 500 FDO INV Cotas Fundo de Índice
  • BOVA11: Ishares Ibovespa Fundo de Índice
  • BRAX11: Ishares IBRX - Índice Brasil (IBRX-100) Fundo de Índice
  • ECOO11: Ishares Índice Carbono EFIC. (ICO2) Brasil - Fundo de Índice
  • SMAL11: Ishares BMFBovespa Small CAP Fundo de Índice
  • BOVV11: IT NOW Ibovespa Fundo de Índice
  • DIVO11: IT NOW IDIV Fundo de Índice
  • FIND11: IT NOW IFNC Fundo de Índice
  • FIXA11: Mirae Asset Renda Fixa Pré Fundo de Índice
  • GOVE11: IT NOW IGCT Fundo de Índice
  • IMAB11: IT NOW ID ETF IMA-B
  • MATB11: IT NOW IMAT Fundo de Índice
  • ISUS11: IT NOW ISE Fundo de Índice
  • PIBB11: IT NOW PIBB IBRX-50 - Fundo de Índice
  • SPXI11: IT NOW S&P500 TRN Fundo de Índice

Bons investimentos!

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL