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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Brasil mergulha na incerteza, enquanto vê de perto o mundo voltar a crescer

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Fernando Damasceno

Fernando Damasceno

Especialista em fundos na área de research do banco digital modalmais. Possui mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro. Iniciou sua carreira na consultoria de riscos Riskoffice. Foi riskmanager e gestor de fundo quantitativo da Mapfre investimentos. Foi gestor de riscos em gestoras renomadas do mercado financeiro e é atuário pela Pontifícia universidade Católica (PUC)

12/04/2021 04h00

Tivemos um início de ano marcado pela alta volatilidade (oscilações) nos mercados globais. Ano passado terminou com o Bovespa fechando nos 119 mil pontos, perto de sua máxima histórica, e iniciou janeiro atingindo a marca de 125 mil pontos. Porém, o que vimos depois foi o aumento de casos de covid-19, aumento da inflação mundo afora e um cenário político local conturbado. Tudo isso aumentou a volatilidade dos mercados e o movimento de aversão ao risco pelos investidores nos dois primeiros meses de 2021.

O reflexo foi janeiro e fevereiro com resultados negativos para a Bolsa brasileira, que descolou das Bolsas mundo afora. Março foi novamente um mês positivo para os mercados globais. O S&P (Standard & Poor's 500), índice composto pelas 500 ações cotadas na Bolsa de Nova York, terminou o mês subindo 4,38%, estendendo os ganhos do mês anterior. Já índice da Bovespa fechou aos 115.253 pontos, uma alta de 6% no mês, mas que não reverteu a queda de 2% no ano.