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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Investindo R$ 500 por mês, quando eu chego a R$ 1 milhão?

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Sílvio Crespo

Sílvio Crespo é sócio do Grana, aplicativo que automatiza o IR de investimentos na Bolsa. Como jornalista de economia, ganhou diversos prêmios, inclusive o de melhor blog de economia do Brasil, concedido pela Case New Holland, pelo antigo blog Achados Econômicos, no UOL. Paralelamente, hoje cursa psicologia na USP.

30/07/2021 04h00

Se você investir R$ 500 todo mês, em quanto tempo você acumulará R$ 1 milhão?

A resposta depende de onde o dinheiro será aplicado. Nesta coluna, você verá que investindo no Tesouro Direto a tendência é levar quase o dobro do tempo em comparação com fundos de investimento imobiliário (FIIs).

Veja abaixo as simulações com Tesouro, FIIs e ações, indicando em quanto tempo se chegaria ao milhão.

Tesouro Direto: 60 anos

Investindo R$ 500 por mês no título Tesouro IPCA+ 2055 Com Juros Semestrais, seria necessário esperar 715 meses para atingir o primeiro milhão.

Esse papel está com um rendimento líquido hoje de 3,1% ao ano, já descontados o Imposto de Renda e a inflação.

Alguns anos atrás, o Tesouro Direto era muito recomendado por planejadores financeiros porque ele tinham duas vantagens que raramente você encontra em um mesmo investimento: segurança e alta rentabilidade.

Hoje, os títulos públicos continuam sendo uma aplicação extremamente segura. A chance de você levar um calote é mínima.

Mas a outra vantagem, a rentabilidade, acabou. Primeiro, com a queda na taxa básica de juros, e, mais recentemente, com o aumento da inflação.

Fundos Imobiliários: 28 anos

Entrando na renda variável, já é possível atingir o milhão em bem menos tempo.

Nesta simulação, tomei como exemplo a rentabilidade do KNIP11, por ser um fundo imobiliário relativamente estável e muito negociado.

Investindo R$ 500 todo mês, seriam necessários 336 meses, ou 28 anos, para atingir R$ 1 milhão, considerando o seu rendimento atual, de 11% ao ano.

A projeção considera que o investidor reaplique todo mês os dividendos recebidos pelo fundo.

Ações: 20 a 30 anos

Como o mercado de ações é imprevisível, vou usar como exemplo algumas ações que podem oferecer alguma estabilidade para a sua carteira, dentro do possível.

A Taesa (TAEE11) é a empresa que pagou dividendos com maior consistência nos últimos dez anos. Atualmente, o retorno desse papel em dividendos (DY, na sigla em inglês) está em 14% ao ano. Nesse ritmo, são necessários somente 24 anos investindo R$ 500 por mês.

Outro exemplo é a Copel (CPLE6), atualmente com um DY de 15,64% ao ano. Nesse caso, a espera até atingir o milhão cai para 22 anos.

Por fim, na Eletrobrás (ELET6), empresa também muito consistente no pagamento de dividendos, seria necessário investir por 29 anos.

Hora de ir para a renda variável?

Nesta coluna, um dos meus objetivos foi conversar com as pessoas que ainda acreditam que podem ter uma boa aposentadoria investindo só em renda fixa.

A não ser que você invista metade do seu salário todo mês, é impossível construir uma carteira de aposentadoria somente com aplicações de baixo risco.

Mesmo com os recentes aumentos da taxa básica de juros, a renda fixa está com um rendimento real bem baixo, por causa da inflação.

Ainda que a renda variável assuste, devido às fortes oscilações de curto prazo, no longo prazo a volatilidade é bem menor e por isso a Bolsa tem sido cada vez mais procurada por quem investe para aposentadoria.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL