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Veja as 10 empresas que mais pagaram dividendos aos investidores em 2022

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Imagem: GETTY IMAGES

20/12/2022 04h00

Você tem ideia de quanto se ganha por ano com dividendos de ações?

Para responder a essa pergunta, trago abaixo a lista das dez empresas que mais pagaram proventos em 2022, elaborada pela TradeMap especialmente para esta coluna.

As 10 maiores pagadoras de dividendos de 2022

Estas são as empresas que mais pagaram proventos em 2022. Os números são lidos da seguinte forma: quem investiu R$ 100 nas ações PETR4 em dezembro do ano passado ganhou, nos últimos 12 meses, R$ 56,40 em dividendos, livres de impostos.

  • Petrobras (PETR4): 56,4%; Petrobras (PETR3): 53%
  • Bradespar: 16,4%
  • Copel: 15,6%
  • CSN Mineração: 14,3%
  • Taesa: 13,3%
  • Banco do Brasil: 13,3%
  • Cemig: 12,9%
  • Gerdau: 12,2%
  • CPFL Energia: 11,9%
  • Marfrig: 11,3%

Isso significa que se você investir agora nessas empresas terá esse mesmo retorno em 2023? Não necessariamente. O seu ganho vai depender dos resultados que as empresas apresentarem ao longo dos próximos 12 meses.

Veja abaixo meus comentários sobre os cinco primeiros do ranking.

1. Petrobras: 56,4%

A Petrobras foi a empresa que melhor remunerou os seus acionistas em 2022. As ações negociadas pelo código PETR4 deram um retorno em proventos de 56,4% para quem as comprou um ano atrás.

É verdade que o preço dessas ações caiu 22% no período. Mas ainda assim o investidor que vendesse os papéis agora ficaria com lucro. Precisamente, teria um ganho de 34,4%.

Dito de outra forma, quem investiu R$ 100 mil nesses papéis em dezembro do ano passado e vendeu ontem, está hoje com R$ 134,4 mil na conta corrente. Um ganho de mais de R$ 30 mil em apenas um ano.

Mas aqui é importante você se ater a dois pontos. Primeiro, que nenhuma empresa pode sustentar um retorno em dividendos acima de 50% por muito tempo. Basicamente, a companhia precisaria dobrar de tamanho a cada dois anos para manter esse ritmo.
Não por acaso a segunda empresa que mais pagou dividendos (a Bradespar) ofereceu um retorno muito menor, de 16,4%.

Em segundo lugar, os dividendos da Petrobras dependem não apenas do preço do petróleo e de questões de mercado, mas também de decisões do governo. O PT defendeu durante a campanha que as estatais tenham papel social. Ou seja, é possível que o lucro (e, consequentemente, os dividendos), fique em segundo plano durante o novo governo.

Quem acompanha a minha coluna sabe que eu não invisto em estatais, independentemente de quem estiver no governo. Não gosto de correr o risco político desse tipo de companhia, além de todos os outros riscos já envolvidos.

2. Bradespar: 16,4%

A Bradespar é o braço do Bradesco que investe em participação de outras empresas. Atualmente, os investimentos da companhia se concentram na Vale, o que significa que investir na Bradespar é algo muito próximo de investir na Vale.

A boa distribuição de dividendos da Bradespar nos últimos anos tem a ver com os bons resultados da Vale, decorrentes do aumento do preço do minério de ferro, e também com a decisão da Bradespar de reduzir sua participação na mineradora. Esse último dado é um fator não recorrente.

3. Copel: 15,6%

A Copel é a Companhia Paranaense de Energia, controlada pelo governo do Paraná.

A empresa aumentou fortemente a distribuição de dividendos em 2021 e 2022, em comparação com os anos anteriores. Recentemente, o governo sinalizou intenção de privatizá-la.

No entanto, é preciso se atentar ao fato de que o lucro líquido da empresa caiu nada menos do que 88,7% nos nove primeiros meses de 2022, em comparação com igual período de 2021.

Além disso, o preço da ação (CPLE6) está mais alto hoje do que há um ano. Isso quer dizer que, para a empresa entregar o mesmo retorno, precisaria aumentar proporcionalmente a distribuição de proventos.

4. CSN Mineração: 14,3%

A CSN Mineração (CMIN3) é um braço da CSN que entrou na Bolsa em fevereiro do ano passado.

A empresa elevou significativamente a distribuição de proventos este ano. Mas é preciso lembrar que o preço da ação despencou em 2022. No terceiro trimestre deste ano, o lucro líquido caiu 36% em relação ao mesmo período de 2021.

5. Taesa: 13,3%

Entre as cinco ações que encabeçam essa lista, as da Taesa (TAEE11) são as únicas que eu tenho na carteira, conforme já afirmei algumas vezes em colunas anteriores.

O motivo é que esta é uma das empresas mais consistentes no pagamento de dividendos. Desde pelo menos 2012, a empresa vem distribuindo proventos todo ano, aumentando o ritmo mais significativamente a partir de 2020.

Essa distribuição está em linha com os resultados da companhia. Nos últimos dez anos, a empresa não ficou um só trimestre no negativo; teve lucro em todos eles.

A Taesa é um grupo privado de transmissão de energia elétrica. Esse setor é recomendado para quem quer estabilidade no recebimento de dividendos.

Riscos

Reforço, como sempre, que nada do que foi dito aqui é uma recomendação de compra nem de venda de qualquer ativo.

A decisão de compra requer uma análise muito mais aprofundada do que se pode fazer em uma coluna como esta.

Além disso, antes de investir é necessário ter ciência de que o investimento em ações tem risco alto. Existe a possibilidade de se perder grande parte do valor aplicado, ou até mesmo todo ele.

A melhor dica que eu posso dar para quem está entrando no mercado de ações é começar com pouco dinheiro, assim você sente na pele como é a dinâmica do mercado, sem colocar seu patrimônio em xeque.

Alguma dúvida?

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