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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Hypera vende marcasde remédios em outros países e foca no Brasil; veja

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Felipe Bevilacqua

18/11/2021 09h35

Hoje comentaremos sobre novidades da Hypera (HYPE3) e resultados da Nvidia (NVDC34).

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

Hypera vende portfólio de remédios para a Eurofarma

A Hypera Pharma (HYPE3) informou que celebrou um contrato com a Eurofarma Laboratórios para a venda do portfólio de produtos farmacêuticos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês) na Colômbia e no México pelo valor total de US$ 51,6 milhões. Os ativos fizeram parte da negociação recente entre a companhia e a Sanofi e a conclusão da operação está sujeita a certas condições, incluindo o fechamento desse acordo.

Em julho, a Hypera assinou um contrato com a Sanofi para a aquisição de 12 marcas de medicamentos isentos de prescrição no Brasil, México e Colômbia pelo valor de US$ 190,3 milhões. Os produtos adquiridos incluem, no Brasil, o analgésico AAS, o fitoterápico Naturetti e o antisséptico Cepacol, além dos medicamentos de prescrição Buclina, para estímulo do apetite, e Hidantal, indicado para tratamento de epilepsia, dentre outros. A transação prevê também que a Sanofi continuará fornecendo produtos à Hypera pelo período de até três anos.

Visto que a operação com a Eurofarma está alinhada com a estratégia da companhia de focar no mercado farmacêutico brasileiro, por meio de produtos com alto potencial de crescimento, enxergamos o negócio como positivo para a Hypera, que após um forte ciclo de aquisições tem buscado agora reduzir seu endividamento. A venda do portfólio para a Eurofarma deve reforçar o caixa da Hypera, contribuindo para a redução da dívida e abrindo espaço para novas aquisições mais à frente, de forma que esperamos um impacto positivo nas ações da Hypera no curto prazo na B3.

O fluxo de caixa livre da Hypera totalizou R$ 400,4 milhões no terceiro trimestre e foi beneficiado pelo recebimento de parte do montante relacionado às vendas do Neocopan e Xantinon, anunciadas em 2020. A companhia encerrou o trimestre com dívida líquida ajustada de R$ 4,3 bilhões, correspondente a 2,2 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das operações continuadas, estipulado no guidance em vigor (previsões) para o ano de 2021.

A Hypera entregou novamente resultados muito fortes, mostrando que tem feito aquisições acertadas e que já começam a gerar sinergias em menos de um ano. O portfólio de medicamentos adquirido da Takeda e da família Buscopan impactaram positivamente as margens operacionais da companhia em 2,5 pontos percentuais.

Com as marcas adquiridas durante os últimos trimestres, a Hypera passou a ser uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil e é a única com participação relevante em todos os segmentos do varejo farmacêutico. O Brasil é o maior mercado farmacêutico da América Latina, devendo crescer acima da média dos países emergentes até 2024. E a Hypera tem se posicionado para surfar esse crescimento.

Resultados da Nvidia acima das expectativas

A Nvidia (NVDC34) apresentou os resultados do terceiro trimestre do ano fiscal de 2022, encerrado em outubro. Os números vieram acima do esperado em praticamente todas as linhas, superando as previsões fornecidas no último trimestre. Esperamos impacto positivo no preço das ações da companhia no curto prazo. A queda de 3,12% no preço dos papéis nesta quarta-feira (17), inclusive, abre espaço para recuperação nas próximas sessões.

Dentre os destaques do resultado, ressaltamos o forte crescimento da segunda principal linha de receita, a do mercado de Data Center, que atingiu US$ 2,94 bilhões, representando um crescimento anual de 55% e uma alta de 24% em relação ao trimestre anterior.

A receita líquida totalizou US$ 7,1 bilhões no período, um avanço de 50% na base anual e acima do guidance, que era de até US$ 6,93 bilhões. A margem bruta foi de 67%, 1,5 ponto percentual a mais do que o reportado no mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido por ação atingiu US$ 1,17, um aumento de 60% na comparação com o mesmo período em 2020. Esperava-se um número na casa dos US$ 1,11 por ação.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL