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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Vale terá investimento milionário em ESG para reduzir pobreza; veja mais

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Felipe Bevilacqua

30/11/2021 09h41

Hoje comentaremos sobre as novas projeções apresentadas pela Vale (VALE3) e a respeito de novidades da Ânima Educação (ANIM3).

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

Vale vai investir US$ 200 mi para reduzir pobreza

Foi realizado nesta segunda-feira (29) o Vale Day, encontro anual com investidores da Bolsa de Nova York, sendo o primeiro presencial após a pandemia de covid-19. No evento, a Vale (VALE3) divulgou projeções da companhia para os próximos anos.

A Vale anunciou metas ESG (melhores práticas em meio ambiente, social e governança), revelando o objetivo de reduzir a pobreza nos países em que atua até 2030, devendo aplicar cerca de US$ 200 milhões na iniciativa. Para isso, o foco da companhia serão programas de geração de renda, educação e saúde em áreas urbanas e rurais. Segundo a companhia, os investimentos em ESG possibilitam a criação de uma base firme para o crescimento sustentável da empresa, melhorando ainda a percepção de risco que passou a enfrentar após a tragédia de Brumadinho (MG) em 2019.

A Vale espera que sua produção de minério de ferro fique entre 315 e 320 milhões de toneladas em 2021, representando uma redução em relação à estimativa anterior (em 3 de novembro) de 315 a 335 milhões de toneladas. Já o guidance da produção de minério para 2022 ficou entre 320 e 335 milhões de toneladas, representando um aumento das projeções. A perspectiva de investimento da Vale é de US$ 5,8 bilhões em 2022 e de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões, na média, dos próximos anos.

Já a produção de níquel deve atingir cerca de 175 mil a 190 mil toneladas em 2022 e 2023 e, após 2024, a companhia estima que deve ficar em 200 mil toneladas. A produção de cobre deve se situar entre 330 milhões e 335 milhões de toneladas no ano que vem.

As previsões levam a um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esperado em 2023 variando entre US$ 16,5 bilhões e US$ 24 bilhões. O presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, disse que o mercado de minério de ferro vive um ruído de curto prazo por conta da China, mas que deve alcançar um equilíbrio relativo a partir do segundo trimestre de 2022.

Ainda segundo Bartolomeo, a China segurou o crescimento para não superaquecer a economia, para bater a meta de energia e controle de poluição até os Jogos Olímpicos de Inverno. A Vale não enxerga a China com crescimento negativo no ano que vem, produzindo menos de 1 bilhão de toneladas de aço em 2022, principalmente levando em conta o fato de que o gigante asiático quer levar mais de 400 milhões de pessoas para centros urbanos, o que demandará investimentos em infraestrutura - aço e minério.

As projeções divulgadas pela companhia foram positivas e animaram o mercado. Além do Vale Day, a elevação de 6,83% do preço do minério de ferro no porto de Qingdao, na China, contribuiu para a alta da Vale no pregão de segunda-feira, com as ações fechando cotadas a R$ 69,50, uma valorização de 1,25%.

Ânima vende 25% da divisão de medicina por R$ 1 bilhão

A Ânima Educação (ANIM3) divulgou a venda de 25% da sua divisão de medicina para o fundo DNA Capital, que está investindo R$ 1 bilhão no segmento de cursos de medicina da companhia.

Segundo a companhia, os recursos serão direcionados para a expansão orgânica da Ânima, aquisições e investimentos mais pesados em tecnologia na Inspirali, a vertical de educação médica integrante do ecossistema Ânima. Atualmente, a Inspirali já é o segundo maior player no ensino médico no Brasil, com cerca de 10 mil alunos e potencial de chegar organicamente a mais de 15 mil alunos nas suas 14 instituições localizadas em capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis e Natal) e importantes centros de desenvolvimento do País.

Além dos investimentos, o aporte financeiro também reduzirá o endividamento da Ânima, de 4,1 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que aumentou por conta da aquisição da Laureate Brasil por R$ 4,4 bilhões.

O aporte do fundo DNA na Ânima deve destravar valor para a companhia, alavancando seu crescimento em medicina. O fundo DNA Capital possui forte expertise em healthcare (mercado de assistência à saúde) e conta com um histórico de cerca de 20 investimentos em startups do setor de saúde. Assim, a transação deve trazer impactos positivos para a Ânima, de forma que esperamos uma reação positiva nas ações no curto prazo.

A aliança estratégica com a DNA Capital resultará em uma conexão entre o curso e o healthcare, promovendo a integração entre os desafios da vida real e suas soluções a partir das práticas da saúde e parceiros. Além de contribuir para a experiência e empregabilidade dos estudantes e aceleração da expansão, colocando a Inspirali na vanguarda do mercado de educação médica. Desta forma, criando muito valor de longo prazo.

Ainda, a união de forças entre educação e indústria médica de qualidade possibilitará a aceleração da estratégia de expansão da Inspirali, que já conta com vasto histórico de aquisições e integrações bem-sucedidas. Alternativas de rentabilização permanente e de valorização da proposta da plataforma já estão sendo consideradas, como eventuais fusões, novas aquisições e ofertas públicas de ações.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL