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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Com carro voador, ações da Embraer têm potencial de alta na Bolsa

Carro voador eVTOL, da Embraer - Divulgação/Embraer
Carro voador eVTOL, da Embraer Imagem: Divulgação/Embraer
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Felipe Bevilacqua

23/12/2021 10h33

Hoje comentamos a combinação de negócios da subsidiária da Embraer com empresa nos Estados Unidos e o primeiro leilão de reserva de capacidade de energia.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

A Eve, subsidiária da Embraer (EMBR3) que desenvolve eVTOL's (veículo elétrico de decolagem e pouso vertical), combinará seus negócios com a Zanite Acquisition Corporation, que possui capital aberto nos Estados Unidos. A união dos negócios aguarda aprovação de órgãos reguladores e acionistas da Zanite, devendo ser concluída no segundo trimestre de 2022.

A Embraer vai aportar US$ 175 milhões na companhia, juntamente com US$ 25 milhões de patrocinadores da Zanite e mais US$ 105 milhões de outros investidores. Além disso, a Embraer será detentora de aproximadamente 82% das ações da nova Eve, que passará a valer US$ 2,4 bilhões. Segundo expectativas da Eve, os veículos começarão a ser entregues em 2026, com 75 entregas, chegando a 1.117 em 2030.

A reação do mercado foi positiva em meio à confirmação da operação. A participação da Embraer na Eve vale cerca de R$ 13 bilhões, enquanto a Embraer inteira vale em torno de R$ 17,2 bilhões. Dessa forma, vemos um potencial de alta relevante nas ações da companhia.

Vemos a Eve como forte candidata na disputa em UAM (Urban Air Mobility), um mercado que tem endereçado um total de US$ 31 bilhões em 2030 e US$ 119 bilhões em 2040.

Governo contrata 4,6 GW de potência em leilão de energia

A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o Ministério de Minas e Energia realizaram o primeiro leilão de reserva de capacidade de energia do Brasil. Com o objetivo de garantir energia ao Sistema Interligado Nacional, o governo contratou cerca de 4,6 GW de potência ao preço médio de R$ 824,5 mil por MW ano, um deságio equivalente a 15,34%.

O leilão teve como foco empreendimentos termelétricos e somou investimentos na ordem de R$ 5,98 bilhões e receita fixa de R$ 3,4 bilhões por ano. No total, 17 empreendimentos com potência nominal de 5,125 GW foram contratados, com o início de suprimento de potência previsto para 2026 e o de energia para 2027. A duração será de 15 anos.

As térmicas vencedoras do leilão pertencem a Global Participações, Delta Geração, Geramar, LGSA, Paranaíba, Petrobras, Portocem, Termopernambuco, Tevisa, Trombudo e UTLP. Apontamos como destaque o investimento da Portocem, que foi o maior de todos com previsão de R$ 4,2 bilhões em uma nova usina de gás natural. Outro destaque também é a estação de energia verde a ser criada pela UTLP, com investimentos de R$ 502 milhões.

Em suma, a notícia é positiva para o sistema elétrico nacional. Vale mencionar a participação da Neoenergia (NEOE3), que teve empreendimentos vencedores no certame e conquistou uma receita fixa de R$ 207 milhões. Além dela, vale o destaque para a Equatorial (EQTL3), companhia que teve um projeto vencedor, a Geramar. Contudo, o projeto é pouco representativo nos resultados consolidados da companhia e, portanto, deve ter efeito limitado sobre a ação.

Por último, o leilão tem um efeito neutro para as distribuidoras de energia listadas na B3, visto que a compra de energia é um custo repassado integralmente para os consumidores finais.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL